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IMP retoma operações de desencalhe dos navios: Instituto vai instaurar inquérito para averiguar responsabilidades e prevenir estas situações

As operações de desencalhe dos dois navios de bandeira da Guiné Conakry – ontem erradamente noticiamos que eram chineses – que encalharam perto da praia de Lazareto foram retomadas agora há pouco com o auxilio de um rebocador espanhol, já que as operações foram suspensas ontem devido à baixa maré. De acordo com o Instituto Marítimo e Portuário, houve problemas de comunicação entre os agentes em terra e a tripulação nos navios, o que dificultou no inicio as operações e identificação dos mesmos.

“Houve dificuldades em comunicar com os tripulantes dos navios, porque ninguém na embarcação falava inglês, que é a língua de trabalho no sector marítimo. Não posso precisar quantas pessoas estavam nos navios, contudo adianto que os dois navios têm as suas tripulações à bordo”, esclarece Manuel Vicente, membro do conselho de administração do IMP.

Este Instituto esclarece que a posição das embarcações é estável porque estão assentos no fundo, pelo que as probabilidade são remotas de se deslocarem sozinhas para a terra, com a maré baixa.

Entretanto, avança que passado à fase de atuação no terreno, irão ser montados inquéritos e averiguações para apurar os factos. Ainda, esta investigação irá contribuir para “adoptar medidas que podem ser eficazes na prevenção dessas situações, no caso de mau tempo, em que estas embarcações estiverem fundeadas”. 

As duas embarcações de bandeira da Guiné Conakry, da companhia Dalian Lian Run Pelagic Fisheries, encontravam-se ancoradas nas proximidades da Cabnave, uma fundeada e a outra atracada a contra-bordo. De acordo com  informações avançadas pelo IMP, por volta das 13 horas, os cabos que as seguravam partiram-se com o vento forte, ficando à deriva. “Começou a acontecer às 13 horas e por volta das 14 horas a embarcação à deriva já estava próxima da praia de Lazareto e a outra que se encontrava fundeada, levantou ferro e foi levado ao mesmo local da primeira. Com o estado do tempo acabaram por encalhar no Lazareto, próximo ao parque.”

O IMP na qualidade de administração e autoridade marítima tomou conhecimento do ocorrido através do capitão dos portos de Barlavento e dirigiu-se ao local nesse período, “enquanto as embarcações se encontravam a flutuar, sem estar encalhadas ainda”. No local estiveram presentes ainda outras autoridades, como técnicos da Enapor, a Polícia Marítima e do Instituto de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticas e Marítimas (IPIAM).

O capitão dos portos acionou a Enapor, solicitando recursos, como rebocadores e lanchas para proceder ao reboque no instante em que as embarcações, apesar de encalhadas, encontravam-se ainda a balançar, contudo a maré baixa terá impossibilitado o resgate.

Adianta ainda Manuel Vicente que não há perigo de rompimento, nem de poluição e nem de emborcamento dos navios. Sem dar certezas, este membro da administração do instituto diz apenas que o desejável é que a situação seja resolvida hoje.

Sidneia Newton (Estagiária)

Foto Albertino Martins

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