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Dia de S. Vicente: Augusto Neves defende Regionalização; Paulo Rocha enfatiza obras e visão do Governo

O ministro Paulo Rocha afirmou ontem que o Governo continua a trabalhar para transformar S. Vicente num palco de inovação tecnológica e artística, numa referência no sector da saúde e educação especializada e num espaço de produção e utilização das energias renováveis. Adicionalmente, prosseguiu o governante no seu discurso no acto solene do dia do município de S. Vicente, a meta do Executivo é conferir a ilha mais segurança, ser um modelo no dominio da economia marítima e uma plataforma inquestionável no sistema dos transportes marítimos internacional e logística portuária nas rotas transatlânticas. 

Com esta visão, o Governo aprovou projectos estruturantes para o desenvolvimento de S. Vicente nas diferentes áreas. Refiro-me, por exemplo, ao Master Plan do turismo, que estimula o desenvolvimento acentuado da imobiliária turística, o projecto da Zona Marítima Especial – que já conta com o apoio externo e o engajamento de vários parceiros estratégicos, tendo em vista a construção de uma visão partilhada do desenvolvimento da ilha -, o Terminal de Cruzeiros e o projecto de requalificação do areal urbano da Marginal – cujas obras começam este trimestre”, justificou Rocha, que acrescentou ainda a essa lista a implementação do Campus do Mar com a Universidade do Atlântico e Escola do Mar, a asfaltagem da estrada da Baia das Gatas e a requalificação da orla desta estância balnear – a ser inaugurada dentro de dias. 

O ministro da Administração Interna realçou também a construção do Parque Tecnológico, o projecto Cidade Segura, a construção da unidade policial em Monte Sossego – que começa este mês -, o Centro de Diálise do Hospital Baptista de Sousa, a instalação do Tribunal da Relação de Barlavento, o segundo Cartório… Obras que, na óptica de Paulo Rocha, confirmam o compromisso assumido pelo poder central de fortalecer as potencialidades de S. Vicente e reduzir a pobreza. S. Vicente, lembrou, encontra-se em estado de calamidade por causa da Covid-19, mas, prosseguiu, não irá permitir que a pandemia venha a comprometer o seu futuro, pelo que outros projectos serão retomados tão logo a crise acabe.

Regionalização e habitação

Já na sua intervenção, o edil Augusto Neves tinha elencado a lista de obras e de projectos destinados a S. Vicente, tendo feito referência a alguns dos investimentos exemplificados pelo ministro. Neves revelou, no entanto, que este seu mandato terá um cunho social forte, tendo como focos principais a habitação e o apoio às pessoas idosas, portadoras de deficiência, crianças e jovens. Segundo o autarca, a Covid-19 veio mudar a agenda de prioridades da CMSV. E lembrou que os efeitos da crise são transversais a vários domínios e que está prevista a maior retração económica desde a Independencia, com a perda de centenas de empregos.

Para Neves, todo esse quadro obriga o município de S. Vicente a trabalhar ainda mais sintonizado com o poder central. Por outro lado frisou que urge que os cidadãos percebam que o caminho é a Regionalizacao, uma vez que este sistema oferece oportunidades únicas de requalificação à escala nacional, regional e local de instituições publicas e de processos políticos e administrativos. A Regionalizacao, prosseguiu, é imprescindível para que os cabo-verdianos possam beneficiar de politicas e serviços públicos de qualidade num quadro de transparência e responsabilização democrática.  

Dora Pires, a presidente da Assembleia Municipal, lembrou que, depois de algum período de impasse, o Município já tem todos os órgãos a trabalhar. No entanto, realçou que aguarda informações sobre o plano de actividades e orçamento da Câmara para poder agendar a primeira sessão ordinária. Um encontro que visa dotar S. Vicente de todos os instrumentos de funcionamento e gestão.

“A Assembleia Municipal estará tomando grandes decisões e definindo orientações para a Câmara e a autorizar a adopção de actos e politicas municipais. Por isso é que todos os membros da assembleia são importantes e chamados a participar neste órgão plural com sabedoria”, enalteceu Dora Pires, que almejou águas mais tranquilas na vida de S. Vicente, concelho que enfrenta neste momento dias atribulados por causa da pandemia.

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