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Dia da Cultura: JCF diz que “cultura é o alimento invisível que produzimos”

O Presidente da República exaltou a figura do patrono Eugénio Tavares, uma das figuras que, a seu ver, representa o espírito cabo-verdiano, neste dia da Cultura e das Comunidades, que se celebra esta segunda-feira, 18. Para Jorge Carlos Fonseca, a cultura é “esse alimento invisível que produzimos, consumimos e partilhamos com o resto do mundo.

Na sua mensagem ao país, o Chefe do Estado destacou Eugénio Tavares, pela sua personalidade extraordinária e singular, mas afirmou que o poeta e compositor, natural da ilha Brava, não será um rebento isolado nesta charneca fértil em homens e mulheres que fizeram na cultura das ilhas o seu modo de vida, a sua forma de estar e de pensar. “O coração das ilhas pulsou sempre mais um pouco com cada contributo recebido, a ponto de esse batimento se espalhar pela nossa vasta diáspora. A cultura é esse alimento invisível que produzimos, consumimos e partilhamos com o resto do mundo. É ela que nos garante este carácter resiliente e solidário e a paz com que celebramos cada dia que nasce”, frisou.

Para JCF, esta cultura, que viaja na nossa maleta e na nossa bagagem, é a forma do cabo-verdiano olhar o mar, percorrer caminhos por vales e montanhas, acender o fogo pela manhã e cantar ao entardecer. “Por mais que nos esforcemos, não conseguiremos a definição exacta deste fenómeno que nos caracteriza. Nem sabemos se tal faz algum sentido, na medida em que definir é classificar, categoria que não entra nesta reflexão”, admite.

Enquanto PR, garante que, ao longo dos 10 anos, afirmou-se fiel ao compromisso de ser um Presidente junto das Comunidades, tendo eleito como bandeira principais a união de toda a Nação cabo-verdiana. Adoptou uma estratégia de proximidade que lhe permitiu acompanhar as diversas facetas da vida das comunidades espalhadas pelo mundo, num constante pulsar ao rito das alegrias, das angústias e das interrogações das pessoas que partiram na perseguição do sonho de uma vida melhor. “…partiram os cabo-verdianos para os EUA, para o Senegal, para o Brasil, para a Argentina, para S. Tomé e Príncipe, Guiné, Angola, Moçambique e, mais modernamente, à descoberta da Europa e…todos eles estão aqui”, lê-se ainda na sua última mensagem dirigida à Nação e às comunidades cabo-verdianas enquanto PR.

Aproveitou para revisitar, através das suas lembranças, as diversas deslocações que o levaram a destinos múltiplos, nas sete partidas do mundo, onde pôde encetar contactos com cabo-verdianos e descendentes e contatar que existe uma profunda ligação afectiva e cultural a Cabo Verde. “Confirmei os ganhos significativos alcançados junto das nossas comunidades, estando na linha da frente muitos líderes associativos e associações que se mantêm fiéis à nobre missão de unir os cabo-verdianos à terra mátria e promover a boa integração das nossas gentes, com foco nos mais vulneráveis.”

Nesses cantinhos de Cabo Verde e centros de congregação da comunidade, prossegue, um pouco por todo o mundo, mulheres e homens conscientes continuam a trabalhar com notável dedicação para o engrandecimento da Nação cabo-verdiana – patrícios excepcionais e verdadeiros embaixadores de boa vontade – que enfrentam ventos e marés no seu afã de recriar o país junto das gentes das ilhas, trabalhadores ou estudantes, em busca de uma vida melhor.

Em jeito de despedida, JCF manifesta gratidão pelo privilégio – por duas vezes – de representar Cabo Verde ao mais nível e de, ao longo de dez anos, sem interrupções, com simpatia, carinho e entusiasmo. Prometeu ainda tudo fazer para, até a posse do seu sucessor, a bem do país, reiterando o compromisso de trabalhar para que Cabo Verde seja uma Nação de liberdade.

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