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Covid-19: Cabo Verde excluído da listas de países que podem entrar na UE a partir de julho

Cabo Verde ficou fora da lista dos 54 países que vão poder entrar na União Europeia a partir de julho. De acordo com informações avançadas pela Euronews, há duas listas, sendo uma para os países que serão aceites e outra para os que continuam proibidos de entrar na UE cujas fronteiras deverão abrir no próximo dia 1 de Julho.

Na passada quinta-feira, 26 de junho, os europeus não chegaram a consenso sobre quais os países que serão impedidos de entrar após a abertura das fronteiras externas, admitiu um diplomata da UE à “Euronews”, acrescentando que as negociações continuariam.

Entre os países que podem entrar na UE estão o Vaticano, Mónaco, Andorra, Sérvia, Coreias do Norte e do Sul, Vietname, China, Tailândia, Japão,  Indonesia, India, Australia, Jamaica, Cuba, Venezuela, Nicarágua e Paraguai. De África serão permitidos apenas Angola, Tunisia, Uganda, Moçambique, Namibia, Maurícia, Zambia, Ruanda, Etiópia e Marrocos, Argélia e Egipto. 

Ao que tudo indica, terá sido a proibição da entrada de Cabo Verde na UE que levou o Governo a adiar de julho para agosto a retoma dos voos internacionais e não o recrudescimento de casos de covid-19 no velho continente, como alegou o ministro do Turismo. Carlos Santos afirmou que “se fez uma avaliação daquilo que está a acontecer na Europa, designadamente em Portugal, o principal parceiro do nosso país, com o recrudescimento dos casos, sobretudo na ultima semana, nomeadamente na zona metropolina de Lisboa, e também com o aumento de casos nas ilhas.”

De recordar que o plano de desconfinamento, iniciado em Junho após dois meses de estado de emergência, previa a retoma dos voos no próximo mês. Aliás, a Cabo Verde Airlines tinha já tinha anunciado que retomaria as ligações aéreas a1 de Julho, com um voo para Paris, França.

“Perante as avaliações que vamos fazendo diariamente e mediante o parecer do Ministério da Saúde, acabamos por adiar a reabertura dos voos internacionais para Agosto. Achamos que é a decisão mais correta porque a saúde dos cabo-verdianos é o mais importante”, argumentou Santos, que justificou ainda este adiamento com o mercado, afirmando que “a procura turística para o mês de julho não está a ser tão rápida como era de esperar”.

C/Presstur

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