Cabo Verde e Luxemburgo assinam 6. Programa Indicativo de Cooperação, com atenção especial nos sectores da educação, emprego e saúde

Cabo Verde e Luxemburgo rubricaram ontem em S. Vicente o VI Programa Indicativo de Cooperação, alicerçado sob o lema “Parceria, Desenvolvimento e Resiliência”, para o período 2026 – 2030. O documento, assinado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de C. Verde e o vice-Primeiro-ministro luxemburguês, vai incidir sobre os sectores da educação, emprego e empregabilidade – com foco especial nos jovens e mulheres -, água, saúde e saneamento.
Para José Luís Livramento, trata-se de um programa ambicioso, suportado financeiramente por um país parceiro de Cabo Verde há 40 anos e que, durante este tempo, tem seguido o percurso do arquipélago. “Este instrumento simboliza não apenas a continuidade, mas sobretudo o aprofundamento de uma parceria exemplar, construída na confiança, partilha de valores e visão comum, com resultados concretos ao longo de 4 décadas”, enfatizou o ministro dos Negócios Estrangeiros cabo-verdiano. Salientou que o Grão-Ducado tem sido um parceiro confiável, apoiado reformas estruturantes para o desenvolvimento humano no arquipélago.
Livramento salientou que o PIC mantém profunda cooperação com o financiamento climático e continua a dedicar especial atenção a temas transversais dos direitos humanos, incluindo a proteção dos direitos das minorias, a igualdade do género nas suas múltiplas dimensões, a inclusão social e a sustentabilidade ambiental. Na sua visão, o acordo, além de dar continuidade às relações bilaterais entre os dois países, abre um novo ciclo baseado na confiança mútua.
Com um discurso descontraído, Xavier Bettel, vice-Primeiro-ministro luxemburguês, lembrou que, dos 50 anos da independência de C. Verde, 40 representam o tempo das relações existentes entre os dois Estados. Frisou que a continuidade da parceria, com a assinatura de mais este acordo, comprova a base da confiança estabelecida entre as partes.
Segundo Bettel, que também ocupa o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros de Luxemburgo, quase 3 mil cabo-verdianos vivem actualmente no seu país e representam uma integração bem-sucedida. Salienta, aliás, que muitos desses emigrantes já se tornaram luxemburgueses, embora sempre ligados fortemente às suas origens. Na sua ótica, o VI Programa Indicativo de Cooperação representa um investimento conjunto para a edificação de futuros projectos de desenvolvimento.






