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ME decide facultar aos alunos do 12.º ano uma segunda chamada para a prova nacional de Matemática

"A participação na 2.ª chamada é facultativa para os alunos que realizaram a 1.ª chamada."

O Ministério da Educação decidiu facultar aos alunos do 12.º ano de escolaridade a possibilidade de realizarem uma segunda chamada da prova nacional de Matemática, no dia 18 de junho. Acentua em comunicado que a primeira prova e os respectivos resultados vão continuar válidos “para todos os efeitos”, mas que abre esta excepção para salvaguardar o princípio da igualdade de oportunidades a todos os estudantes, tendo em conta o cancelamento do teste na ilha do Sal. Uma circunstância que considera alheia aos alunos abrangidos pela polémica prova, que provocou manifestações dos alunos em S. Vicente, Sal e Santiago.  

Segundo o ME, tomou a decisão na sequência das diversas exposições, contestações e preocupações manifestadas a nível nacional pelos estudantes de diversas escolas do ensino secundário relativamente ao PGI de Matemática. Da análise, diz, resultou o entendimento de que não existem fundamentos técnicos ou pedagógicos que justifiquem a anulação da primeira chamada do teste. “Assim, os resultados da prova realizada mantêm-se válidos para todos os efeitos”, frisa. Acrescenta que será levada em consideração a melhor classificação obtida entre a 1.ª e a 2.ª chamadas.

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O ministério deixa claro que a segunda oportunidade concedida aos estudantes interessados advém da “situação excepcional” ocorrida no Sal, onde a prova foi suspensa após críticas dos alunos dado ao seu grau de dificuldade e por conter matéria não lecionada. Assim sendo, a primeira prova não será anulada e os alunos que fizeram o primeiro teste poderão agora tentar a sorte num segundo marcado para o dia 18 de junho.

Esta decisão, enfatiza o ME, tem carácter excepcional, não constituindo precedente para futuras situações. Visa exclusivamente, conforme o ministério, assegurar um tratamento equitativo dos alunos em todo o território nacional e, ao mesmo tempo, preservar a credibilidade do sistema nacional de avaliação.

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Kimze Brito

Jornalista com 30 anos de carreira profissional, fez a sua formação básica na Agência Cabopress (antecessora da Inforpress) e começou efectivamente a trabalhar em Jornalismo no quinzenário Notícias. Foi assessor de imprensa da ex-CTT e da Enapor, integrou a redação do semanário A Semana e concluiu o Curso Superior de Jornalismo na UniCV. Sócio fundador do Mindel Insite, desempenha o cargo de director deste jornal digital desde o seu lançamento. Membro da Associação dos Fotógrafos Cabo-verdianos, leciona cursos de iniciação à fotografia digital e foi professor na UniCV em Laboratório de Fotografia e Fotojornalismo.

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