Mais de 300 alunos do 11º ano de quatro escolas secundárias assinaram uma petição na qual solicitam ao Delegado da Educação em S. Vicente a mudança do horário lectivo do décimo segundo ano do período da tarde para o da manhã. Os estudantes do Liceu Ludgero Lima, Jorge Barbosa, Augusto Pinto e Salesianos legam que é consensual entre a comunidade estudantil que o regime do período da tarde apresenta para o 12. ano obstáculos significativos ao sucesso escolar. Como fundamentam, grande parte deles tem responsabilidade laboral e até mesmo académico de manhã, pelo que o acúmulo das funções resulta em desgaste físico e mental. Uma sobrecarga que, sublinham os subscritores, compromete “severamente” a capacidade de concentração e a assimilação de conteúdos nas últimas horas lectivas do dia.
“Há vários colegas que trabalham e têm outras ocupações de manhã. Neste caso, poderiam mudar o turno do trabalho para o período da tarde, se as aulas fossem de manhã. Na prática iriam com a cabeça mais relaxada, poderiam sair da escola, descansar um pouco e depois ir trabalhar. Poderiam ter melhor rendimento lectivo porque, tal como está, ficam esgotados, logo sem ânimo para estudarem quando chegam à noite em casa”, argumenta um aluno quando perguntado se não era mais lógico os estudantes-trabalhadores terem aulas de manhã.
Na petição enfatizam que o término tardio das aulas os impede de estudar de forma individual e assimilarem os conteúdos, tal é o esgotamento a que ficam sujeitos. Reforçam ainda que o período da manhã acaba por ser curto para todas as suas tarefas, resultando na falta de tempo suficiente para os estudos.
Os assinantes do documento exigem igualmente a equidade nacional porque, dizem, nas outras ilhas as turmas do 12º ano funcionam prioritariamente no período da manhã. Apenas em S. Vicente, dizem, é que as aulas decorrem à tarde. Deste modo, solicitam ao Delegado da Educação a reavaliação do actual horário e que venha a implementar uma “solução mais equilibrada”, capaz de salvaguardar o bem-estar e o aproveitamento académico.
O Mindelinsite tentou hoje de manhã abordar o Delegado Escolar sobre o assunto, mas foi impossível estabelecer contacto. Ficamos abertos a ouvir o seu posicionamento acerca da petição, documento este que já é do seu conhecimento.







