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UniCV realiza curso e debate sobre mutilação genital feminina na cidade do Mindelo

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Na semana em que 6 indivíduos da Guiné-Conacri, Senegal e Guiné-Bissau foram condenados no Sal por mutilação sexual, a UniCV anuncia curso e debate sobre o tema a decorrer em S. Vicente.

A Universidade de Cabo Verde realiza amanhã na cidade do Mindelo um ciclo de actividades académicas e científicas centrado na dupla abordagem sobre a mutilação genital feminina e a violência baseada no gênero. A iniciativa engloba um curso livre sobre a Mutilação Genital Feminina dirigido a estudantes de Enfermagem, que irá abordar conceitos fundamentais, tipos e consequências da prática para a saúde das mulheres e meninas. Está prevista ainda uma discussão do tema no contexto cabo-verdiano, por forma a promover uma reflexão crítica e a consciencialização social a cerca da mutilação genital.

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No período da tarde terá lugar uma roda de conversa sobre o referido assunto na Escola Salesiana do Mindelo, destinada a estudantes do 12.º ano. A actividade, adianta a UniCV, adopta um olhar participativo, integrando dinâmicas de sensibilização e debate orientado, com vista à prevenção da mutilação e ao reforço da cidadania junto da juventude.

No quadro do programa será feito o lançamento do livro “A Rede Sol e a Lei Especial contra a Violência Baseada no Género: Processos institucionais e narrativas de mulheres e homens em situação de violência conjugal em Cabo Verde”. A apresentação estará a cargo de Edvaldo Andrade, Procurador da República, e da professora universitária Celeste Fortes. A obra constitui um contributo relevante para a análise das respostas institucionais à VBG em Cabo Verde e para a compreensão das perceções de homens, mulheres e operadores da lei sobre a violência nas relações de intimidade”, explica a UniCV em nota à imprensa.

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Esta iniciativa surge dias depois da condenação pelo Tribunal do Sal de 6 arguidos naturais da Guiné-Conacri, Senegal e Guiné-Bissau pela prática de mutilação sexual de 12 crianças e ainda de um crime de exercício ilegal de profissão. O principal acusado, um indivíduo da Guiné-Conacri, detentor de nacionalidade cabo-verdiana, apanhou, por cúmulo jurídico, 14 anos de prisão efectiva, enquanto os restantes arguidos ficaram com pena suspensa e obrigados ao pagamento de indemnização às vítimas.

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Kimze Brito

Jornalista com 30 anos de carreira profissional, fez a sua formação básica na Agência Cabopress (antecessora da Inforpress) e começou efectivamente a trabalhar em Jornalismo no quinzenário Notícias. Foi assessor de imprensa da ex-CTT e da Enapor, integrou a redação do semanário A Semana e concluiu o Curso Superior de Jornalismo na UniCV. Sócio fundador do Mindel Insite, desempenha o cargo de director deste jornal digital desde o seu lançamento. Membro da Associação dos Fotógrafos Cabo-verdianos, leciona cursos de iniciação à fotografia digital e foi professor na UniCV em Laboratório de Fotografia e Fotojornalismo.

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