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Lajinha acolhe segunda edição do Voley Beach Pro Tour e valida Cabo Verde no roteiro mundial 

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A praia da Lajinha vai acolher de 23 a 26 de julho mais uma etapa do circuito mundial de beach-voleyball, a segunda consecutiva. O lançamento desta competição aconteceu no início da noite de ontem, num ato presidido pelo Ministro do Desporto, Carlos do Canto e constituiu, segundo o presidente da Federação Cabo-verdiana de Voleibol, António Rodrigues, um passo decisivo para atrair um Challenge, a categoria máxima da modalidade, e consolidar o país como um dos dois destinos africanos no roteiro internacional de 2026, junto com África do Sul.

O Ministro do Desporto justificou o lançamento desta etapa, três meses depois da conclusão da primeira edição do Protour Beach Vôlei na Lajinha, dizendo que a experiência de 2025 foi “muito positiva”, conforme avaliação dos supervisores a nível internacional e pela confirmação para a sua realização pelo segundo ano. “2026 deveria ser o ano do vôlei.Maior investimento, maior prática interna, maior prática a nível das seleções. Vamos participar noCampeonato da África masculino, feminino e também Campeonato de Júniores,que vão servir também para a qualificação para o mundial e para os Jogos Olímpicos”

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E tudo isso começou, de acordo com Carlos do Canto, com o projeto da Federação  Cabo-verdiana de Voleibol, que conseguiu trazer, em parceira com o Governo, um treinador de elite para o Beach Volley, o brasileiro Márcio Araújo, cujo contrato acaba de ser renovado até 2028, com um investimento muito sério. “Estamos a construir quadras de vôleiem várias escolas do ensino básico e secundário um pouco por todo o país”, declarou, citando a título de exemplo, a construção de quadras no Liceu Domingo Ramos e em São Lourenço dos Órgãos, e de pistas e quadras em S. Vicente para servir os liceus Ludgero Lima e Augusto Pinto, no quadro do projecto de massificação do Beach Volley em todo Cabo Verde.

Pólo de desportos de mar e praia

Por isso o investimento no Pro-Future e a perspectiva de candidatar para etapas também na praia de Santa Maria e para o Challenge. “Cabo Verde vai, assim, prosseguir o objetivo de se transformar num pólo de organização de eventos a nível de esportes de mar e praia, para além dos esportes de pavilhão. Temos condições naturais, talento desportivo e organizativo para nos situarmos como um dos players importantes de organização de eventos desportivos a nível mundial”, assegurou, anunciando a organização no arquipélago, pela primeira vez, do Congresso da Confederação Africana do Vôlei, com a presença de 54 países membros e do presidente da Federação Internacional de Voleibol, Fábio Azevedo. 

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Do lado da Federação Cabo-verdiana de Voleibol, António Rodrigues lembrou que vão participar nesta competição atletas mundiais da tabela principal, que vêm para o país a busca de pontuação para os Jogos Olímpicos. “Vai ser importante realizar este evento. Em África, Cabo Verde e África do Sul são os únicos países que este ano vão receber o Pro Tour e conseguimos enquadrar  esta atividade no circuito europeu. É uma oportunidade de atrair esses atletas, que estão entre os primeiros do ranking mundial, para o país”.

Segundo este responsável, o presidente da FIVB disse também estar ansioso para vir para Cabo Verde para marcar presença nesta competição.“Esta competição é um grande atrativo turístico para o nosso país. Não somos ricos, mas somos organizados. As pessoas acreditam em nós, e tudo isso é graças à sustentabilidade do país. Temos um país estável, com uma boa governação, e as pessoas que estão à frente das instituições são credíveis”, assegurou António Rodrigues

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Este ano a competição terá apenas dois campos de jogo e um de aquecimento, e um aumento substancial das bancadas, tendo em conta que em julho há mais pessoas em S. Vicente e a demanda é maior. Segundo Amílcar Graça, a organização vai continuar a apostar em jogos à noite e concretizar a parte, que ficou em falta na primeira edição devido a constrangimentos. Para o efeito, foi contratado uma empresa de eventos. “Iremos apostar fortemente no produto nacional. Por exemplo, iremos ter noites específicas de música e, no encerramento, teremos um evento à moda de Cabo Verde”, indicou. 

A cerimónia de lançamento da competição contou ainda com intervenção das de voleibol Ludmila Varela (sénior) e Catarina Fonseca (junior). Foi igualmente reproduzida uma mensagem do presidente da FICV, Fábio Azevedo, que desejou sucessos ao evento e lembrou que C. Verde vai receber atletas mundiais que vão jogar e inspirar a nova geração de atletas e angariar mais torcedores.

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Constanca Pina

Formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Trabalhou como jornalista no semanário A Semana de 1997 a 2016. Sócia-fundadora do Mindel Insite, desempenha as funções de Chefe de Redação e jornalista/repórter. Paralelamente, leccionou na Universidade Lusófona de Cabo Verde de 2013 a 2020, disciplinas de Jornalismo Económico, Jornalismo Investigativo e Redação Jornalística. Atualmente lecciona a disciplina de Jornalismo Comparado na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

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