Portugal elegeu ontem um novo Presidente da República. Na segunda volta, António José seguro tornou-se no sexto Chefe de Estado português escolhido em democracia, com uma estrondosa vitória sobre o seu adversário André Ventura, candidato da direita. Seguro angariou 66,8% dos votos expressos, o equivalente a 3.482.481 de votos, um número que, conforme a imprensa lusa, nunca foi alcançado num pleito presidencial.
O antigo secretário-geral socialista tornou-se no político mais votado de sempre no país, batendo o recorde absoluto de votos alcançado por Mário Soares na sua reeleição, em 1991, tendo saído vencedor em todos os distritos e regiões autónomas. No seu discurso de vitória, António Seguro admitiu que “esperava a confiança dos portugueses”, mas “não desta grandeza”.
“Os vencedores desta noite são os portugueses e a democracia”, considerou o político, para quem o resultado torna o seu mandato mais exigente. Garante, no entanto, que não terá adversários no Parlamento e em São Bento. “Não será por mim que a legislatura será interrompida”, assegurou o novo PR, salientando que jamais será contra-poder.
Apesar da clara derrota, André Ventura viu nesse pleito uma vitória do partido Chega. E prevê que vai governar Portugal em breve. Na sua leitura, os dados demonstram que a sua força política lidera a direita no país.
Como salientou a imprensa portuguesa, Ventura tentou transformar a sua participação numa disputa unipessoal num confronto de carácter partidário, que lhe permitiu assumir como liderança da direita portuguesa.
António Seguro toma posse como PR a 9 de março.






