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UNTC-CS não reconhece nenhum “grupo” ou “plataforma sindical”

A União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde- Central Sindical voltou a  insistir, em conferência de imprensa, que não reconhece nenhum grupo ou plataforma, pelo facto de estes terem sido criados à revelia dos Estatutos desta central. Fernando Baldé, do STAPS, deixou ainda claro que a Secretária-Geral é um órgão singular da estrutura da UNTC-CS, não depende de nenhum sindicato ou estrutura para visitar empresas ou trabalhadores. 

Este sindicalista afirma que a SG tem feito um trabalho meritório visitando empresas, auscultando e dando voz e vez aos trabalhadores em Cabo Verde. “Propalam resgatar a UNTC-CS, mas como e porquê? Só se resgata o que anda à deriva. A UNTC-CS está bem e recomenda-se”, refere Fernando Baldé, que aproveita para instar todos os sindicatos a cumprirem os Estatutos porque o 8º Congresso decorrerá sob o amparo da legalidade.

O dirigente do STAPS vai ainda mais longe e acusa Tomas de Aquino, do Simetec, são ilegítimas e de má-fé. “Ele e seus camaradas defende problemas pessoais. Não se interessam pelos problemas dos trabalhadores, particularmente dos marítimos, que estão abandonados há mais de 20 anos”.

Em relação às dividas em atraso, Baldé garante que a dita plataforma deve à UNTC-CS cerca de dois mil contos. Sobre as relações da UNTC-CS com os parceiros, este garante que são “óptimas”. “O problema é que, no passado, as obras financiadas por eles foram facturadas a mais”, diz, realçando que estas já estão sob alçada do Ministério Público, por deliberação do Secretariado Nacional, órgão que administra os bens da organização. 

Esta reação da UNTC-CS vem na sequência da conferência proferida na sexta-feira por doze sindicatos em S. Vicente, filiados na União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde-Central Sindical, em que estes apresentam a “Plataforma  Sindical – Unir e Resgatar a UNTC – CS” para pressionar a Secretaria Geral daquela central sindical a prestar contas aos associados, através do órgãos próprios, no caso o Conselho Nacional. Realçam que o órgão, ao abrigo dos Estatutos, deve reunir-se pelo menos uma vez por ano. 

Segundo o porta-voz, Tomas Aquino, o objectivo desta plataforma, a curto prazo, é o de utilizar todos os meios para travar as arbitrariedades e ilegalidades da SG e repor a normalidade no funcionamento da central. A meio prazo é a realização da CN no próximo ano e, ainda a médio prazo, construir uma alternativa forte e credível à actual liderança.

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