Os professores injustiçados e excluídos do Plano de Carreira, Funções e Remunerações (PCFR) e os aposentados nos últimos 9 anos, sem nenhuma promoção estão a exigir a reposição da justiça pelos anos que prestam com zelo os Serviços ao Ministério da Educação e ao Estado de Cabo Verde tal como outros colegas ou profissionais de outras áreas.
Em uma publicação no facebook que quase passou despercebida – conseguiu apenas quatro comentários – Ian Fernandes escreve: “Estudamos, formamos, trabalhamos, exigimos durante décadas o respeito pelos nossos direitos e merecemos uma Reforma Digna”, escreveu Iane Fernandes.
Referiu ainda que, enquanto professores, durante o exercício da função docente se preocupam com o sucesso dos alunos não em discriminá-los com base nas origens, condições financeiras, locais de residências ou outros. “Estamos convictos e temos a consciência que nunca escolhemos nenhum aluno no início de cada ano letivo para ser prejudicado no final do ano. Avaliamos a suas aprendizagens com base nos regulamentos e estamos orgulhosos pelos resultados alcançados em cada ano”, pontua.
Entretanto, paradoxalmente, foram prejudicados com o engavetamento do EPD de 2015, que inviabilizou as promoções e progressões de 2016 a 2025. Numa altura em que todos esperavam reposição das justiças na carreira foram excluídos e negados a reposição das suas pensões no âmbito do PCFR.
“A situação supracitada não são meras coincidências. Com tantos protestos sem respostas do Governo, fica esclarecido que somos uma geração de professores, várias centenas, ou quiçá milhares, escolhidos a dedo para ser prejudicados na carreira. Foram 9 anos, tempo suficiente para um Governo que diz ter “rosto humano” resolver as injustiças, porém continua insensível”, detalha.
Ian Fernandes garante que não vão desistir de lutar, não vão cruzar os braços e que professores são cidadãos com plenos direitos. “Nós os professores injustiçados e excluídos temos a consciência tranquila que não pisamos em ninguém, aliás, reagimos aos pisões sofridos e exigimos o que é nosso por direito”, declara, acrescentando que injustiças salariais acumuladas no contexto de inflação são insuportáveis.
Em suma, diz que, quem tem poder de decisão, precisa conjugar boa fé à vontade política para resolvê-las. Não basta aparentar ter “rosto humano”.






