Pub.
Social
Tendência

Mulher acusa ex-companheiro de agressão e ameaça de morte e pede proteção às autoridades 

Pub.

Uma mulher de 41 anos, residente em um dos bairros periféricos de S. Vicente, acusa o ex-companheiro de agressões repetidas e ameaças de morte. Alega que este não aceita o término da relação e, por isso, pede a proteção das autoridades. Diz que as agressões e ameaças ocorrem inclusive na presença dos filhos, sendo que o último aconteceu no sábado e, neste momento, encontra-se “presa” em casa porque a sua porta foi destruída. 

Ao Mindelinsite, a mulher, cuja identidade decidimos preservar, conta que está a sofrer nas mãos do ex-companheiro, de 39 anos. Cansada de apanhar, resolveu terminar a relação. “Já fui apedrejada dentro da minha casa e, quando acionei a Polícia Nacional, ele fugiu. Uma vez, ele entrou dentro da minha residência e levou a minha televisão e, mais recentemente, vem me ameaçando de morte”, exemplifica. 

Publicidade

No sábado, informa esta fonte, a situação voltou a complicar e teve de chamar a Polícia Nacional, que conseguiu deter e levar o indivíduo para uma conversa na esquadra. “Lá na esquadra me pediram para apresentar mais uma queixa, mas, desanimada, retornei à minha casa. Seria mais uma das muitas que já registei, sem sucesso. Todas as vezes ele fica detido por algum tempo, depois é solto e volta a reincidir porque está a drogar-se e a beber em demasia. Ele não aceita o término da relação.”

A mulher relata que o ex-companheiro destruiu a porta da sua residência e, por causa disso, está “presa”. “Não posso sair porque a porta não fecha e, neste momento, sequer estou a trabalhar para poder reparar ou mandar fazer uma nova”. Explica que foi socorrida pelo pai dos seus filhos, que lhe arranjou um advogado, com quem deverá encontrar, mas está difícil porque não pode sair. 

Publicidade

“Tenho que aguardar os meus filhos saírem da escola para ficarem aqui para poder ir encontrar-me com o advogado porque neste momento não há segurança na minha casa. A porta está destruída. Marcamos de nos encontrarmos no Tribunal esta terça-feira,” declarou. Para esta mulher, toda esta situação é por causa da recusa do ex-companheiro em aceitar o término da relação.

O mais grave, diz, é que não respeita os filhos desta vítima, entre eles um adolescente de 13 anos. “Eu e este meu ex-companheiro não temos filhos. Trabalha, mas o seu salário é apenas para alimentar os seus vícios para depois vir nos atormentar na minha casa. No dia 28 de janeiro, estava a fritar peixes e ele começou a empurrar a minha porta. Ao tentar apagar o lume e trancar a porta, o óleo quente caiu-me numa das pernas, no braço e nas mãos. Os queimados ainda estão vivos. E retornou novamente no sábado”, descreve, sublinhando que estas cenas se repetem todas as vezes que se recusa a manter relações sexuais com este individuo, que, agora, a ameaça de morte.

Publicidade

Questionada se já procurou o Tribunal, a mulher confessa que está com medo porque o ex-companheiro já esteve preso por sua causa. Na altura, decidiu visitá-lo na Cadeia de Ribeirinha e foi manipulada pelo ex-companheiro. “Ele dizia repetidamente que estava arrependido e mostrava remorsos em relação aos meus filhos. Fiquei comovida com as suas promessas de me ajudar com as crianças, aceitei mentir para as autoridades e ele foi solto. Reatamos a relação, mas um mês depois voltou aos insultos.”

Desesperada, hoje esta mulher pede “mão dura” às autoridades por forma a evitar que ele concretize as ameaças de morte, muitas delas feitas na presença dos filhos, e seja apenas mais uma na estatística. 

Mostrar mais

Constanca Pina

Formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Trabalhou como jornalista no semanário A Semana de 1997 a 2016. Sócia-fundadora do Mindel Insite, desempenha as funções de Chefe de Redação e jornalista/repórter. Paralelamente, leccionou na Universidade Lusófona de Cabo Verde de 2013 a 2020, disciplinas de Jornalismo Económico, Jornalismo Investigativo e Redação Jornalística. Atualmente lecciona a disciplina de Jornalismo Comparado na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo