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Imigrantes ilegais resgatados de piroga nas proximidades da ilha do Sal serão repatriados esta semana 

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Os 38 imigrantes ilegais que sobreviveram a travessia Senegal – Cabo Verde e que foram encontrados no dia 15 de agosto numa piroga, após mais de um mês no mar, serão repatriados esta semana, informou o Ministério Público. O avião da base militar senegalesa que vai repatriar estes imigrantes já se encontra na ilha do Sal. 

Em um comunicado a Procuradoria Geral da República informa o Chefe de Esquadra da Policia Nacional e Chefe da Unidade de Fronteiras Aéreas e Marítima do Comando Regional da ilha do Sal apresentou um auto de notícia, dando conta que no dia 15 de agosto foi encontrado uma embarcação de boca aberta (piroga), nas águas da Zona Económica Especial (ZEE) de Cabo Verde, por um navio de pesca do alto Zillarri, de nacionalidade espanhola.

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A embarcação espanhola, prossegue, está registada sob o número 9095266 e  é comandada por José António Almuinã, de nacionalidade espanhola. Esta trouxe à bordo 38 imigrantes ilegais – sendo 37 de nacionalidade senegalesa e 1 de nacionalidade guineense –  e 7 (sete) cadáveres. “Depois de terem sido resgatados, após algumas diligências, mormente assistência médica e as suas transferências para o hospital local em conformidade com a lei, apresentou os referidos indivíduos ao Tribunal, no dia 17 de agosto, onde depois de interrogado, foram aplicados am medida de colocação num centro de instalação temporária, com vista a garantir e/ou assegurar as suas expulsões.”

Para o efeito, diz, já se encontra um avião de base militar senegalesa na ilha do Sal, para o repatriamento, com viagem prevista ainda para esta semana. té serem encontrados, recorda-se, os imigrantes ilegais estiveram 41 dias à deriva, sendo que a partir do sétimo dia esgotaram todos os mantimentos, o que custou a vida a mais de 50% dos ocupantes da piroga. No total, partiram do Senegal 101 indivíduos, sendo a maioria senegaleses e dois da Guiné-Bissau.  

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Constanca Pina

Formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Trabalhou como jornalista no semanário A Semana de 1997 a 2016. Sócia-fundadora do Mindel Insite, desempenha as funções de Chefe de Redação e jornalista/repórter. Paralelamente, leccionou na Universidade Lusófona de Cabo Verde de 2013 a 2020, disciplinas de Jornalismo Económico, Jornalismo Investigativo e Redação Jornalística.

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