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Senegal recusa entregar troféu a Marrocos e recorre ao Tribunal Arbitral do Desporto

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A Federação Senegalesa de Futebol recusa entregar o troféu de campeão da Copa Africana das Nações a Marrocos e endureceu o tom ao classificar como “injusta e sem precedentes” a decisão da Confederação Africana de Futebol. A entidade também anunciou que vai recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), intensificando a crise institucional no futebol africano.

O futebol africano está mergulhada numa crise institucional profunda após o Conselho de Apelações da Confederação Africana de Futebol (CAF) ter retirado o título da Copa Africana de Nações ao Senegal, atribuindo a vitória ao Marrocos por via administrativa. A decisão, baseada nos artigos 82 e 84 do regulamento, inverte o triunfo do Senegal de 1 a 0 conquistado no campo para uma vitória marroquina por 3 a 0. Alega que a equipa visitante abandonou o relvado sem autorização do árbitro durante a final em Rabat.

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O secretário-geral da Federação Senegalesa de Futebol (FSF) garante categoricamente que o troféu não sairá do país, enquanto o jogador Moussa Niakhaté utilizou as redes sociais para provocar os marroquinos, instando-os a “vir buscar” a taça. Abdoulaye Seydou Sow anunciou que recorrerá “o mais rápido possível” ao Tribunal Arbitral do Desporto (CAS), em Lausanne, na Suíça, argumentando que a decisão da CAF desacredita o futebol africano e ignora a realidade dos factos ocorridos no dia 18 de janeiro.

A final do CAN foi marcada pelo caos quando os jogadores do Senegal deixaram o relvado nos acréscimos, em protesto contra a anulação de um golo e a marcação de uma grande penalidade a favor do Marrocos. Após dez minutos de interrupção e confrontos entre jogadores e adeptos, a partida foi reatada. O astro marroquino Brahim Díaz, do Real Madrid, acabou por falhar a grande penalidade. O guarda-redes Édouard Mendy defendeu o castigo máximo e garantiu a vitória senegalesa.

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Para surpresa geral, a CAF veio dizer agora que a interrupção deliberada configurou uma desistência formal. Com base nos artigos 82 e 84 do regulamento, o jogo teve placar declarado de 3 a 0 para o Marrocos. 

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Constanca Pina

Formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Trabalhou como jornalista no semanário A Semana de 1997 a 2016. Sócia-fundadora do Mindel Insite, desempenha as funções de Chefe de Redação e jornalista/repórter. Paralelamente, leccionou na Universidade Lusófona de Cabo Verde de 2013 a 2020, disciplinas de Jornalismo Económico, Jornalismo Investigativo e Redação Jornalística. Atualmente lecciona a disciplina de Jornalismo Comparado na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

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