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OPEP+ avalia aumentar produção de petróleo

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A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados (OPEP+) avalia este domingo em aumentar a sua produção de crude, uma vez que o conflito no Médio Oriente continua a perturbar o tráfego de petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz.  O grupo, liderado pela Arábia Saudita e pela Rússia, tem vindo a aumentar a produção desde há um ano.

Os membros da OPEP+ anunciaram planos para aumentar as quotas de crude em 206 mil barris por dia (bpd) em maio, uma vez que o Estreito de Ormuz, que é a rota mais importante do mundo para o ouro negro, continua a enfrentar interrupções devido ao conflito entre os EUA e Israel e o Irão.

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No entanto, o modesto aumento acordado pelos oito principais países produtores – Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã – não é suscetível de fazer baixar os preços do petróleo, uma vez que representa menos de 2% do abastecimento interrompido pelo encerramento do Estreito de Ormuz.

Além disso, o aumento é mais simbólico do que material, uma vez que o petróleo não pode ser exportado até à abertura do Estreito de Ormuz. “No seu compromisso coletivo de apoiar a estabilidade do mercado petrolífero, os oito países participantes decidiram implementar um ajustamento da produção de 206 mil barris por dia a partir dos 1,65 milhões de barris por dia de ajustamentos voluntários adicionais anunciados em abril de 2023. Este ajustamento será implementado em maio de 2026″, justifica.

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A declaração dos membros também observou que os 1,65 milhões de barris por dia podem ser devolvidos em parte ou na totalidade, sujeitos à evolução das condições de mercado e de forma gradual.

“Os países continuarão a monitorar e avaliar de perto as condições de mercado e, nos seus esforços contínuos para apoiar a estabilidade do mercado, reafirmaram a importância de adotar uma abordagem cautelosa e manter total flexibilidade para aumentar, pausar ou reverter a eliminação gradual dos ajustes voluntários de produção, incluindo a reversão dos ajustes voluntários implementados anteriormente de 2,2 milhões de barris por dia anunciados em novembro de 2023”, sublinhou ainda a organização.

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Constanca Pina

Formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Trabalhou como jornalista no semanário A Semana de 1997 a 2016. Sócia-fundadora do Mindel Insite, desempenha as funções de Chefe de Redação e jornalista/repórter. Paralelamente, leccionou na Universidade Lusófona de Cabo Verde de 2013 a 2020, disciplinas de Jornalismo Económico, Jornalismo Investigativo e Redação Jornalística. Atualmente lecciona a disciplina de Jornalismo Comparado na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

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