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CEDEAO e União Africana optam por não condenar de forma direta ataque dos EUA à Venezuela

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A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reconheceu o direito dos Estados de combater o crime internacional e evitou condenar o ataque norte-americano à Venezuela. Já a União Africana (UA) pediu respeito pelo direito internacional mas não condena o ataque, reafirmando que os problemas do país devem ser resolvidos internamente. 

A posição da CEDEAO foi expressa em comunicado de imprensa, onde opta apenas por apelar ao respeito pela soberania e integridade territorial da Venezuela, tal como consagrado no direito internacional, especialmente na Carta das Nações Unidas. A comunidade, construída por 12 membros, disse ainda que apoia a declaração da União Africana que pediu moderação e diálogo inclusivo com a Venezuela. 

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Vários países africanos rejeitaram, entretanto, as ações de Washington e alguns expressaram solidariedade a Caracas, caso  de Angola. “A União Africana reafirma o firme compromisso com os princípios fundamentais do direito internacional, em particular o respeito pela soberania dos Estados, a sua integridade territorial e o direito dos povos à autodeterminação, tal como consagrados na Carta das Nações Unidas”, indicou.

Destacou, porém, importância do diálogo, da resolução pacífica dos litígios e do respeito pelos quadros constitucionais e institucionais num quadro de cooperação e coexistência pacífica entre as nações. “Os desafios internos que a Venezuela enfrenta só podem ser abordados de forma sustentável através de um diálogo político inclusivo entre os próprios venezuelanos”, acrescentou.

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A União Africana apelou às partes para atuarem com moderação, responsabilidade e respeito pelo direito internacional, a fim de evitar qualquer escalada e preservar a paz e a estabilidade regionais. O Governo da África do Sul foi, no entanto, contundente na sua reação ao ataque dos Estados Unidos, realçando, em comunicado, que estes acontecimentos minam a estabilidade da ordem internacional e o princípio da igualdade entre as nações.

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Constanca Pina

Formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Trabalhou como jornalista no semanário A Semana de 1997 a 2016. Sócia-fundadora do Mindel Insite, desempenha as funções de Chefe de Redação e jornalista/repórter. Paralelamente, leccionou na Universidade Lusófona de Cabo Verde de 2013 a 2020, disciplinas de Jornalismo Económico, Jornalismo Investigativo e Redação Jornalística. Atualmente lecciona a disciplina de Jornalismo Comparado na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

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