O Batuque de São Vicente sagrou-se ontem, sábado, 8, campeão nacional de futebol Sub-19, ao derrotar a Escola Vitória do Maio por 1-0, na final disputada no Estádio 25 de Julho, em Santa Cruz. O título foi decidido no prolongamento, com Erickson a marcar o único golo da partida aos 118 minutos.
Num jogo equilibrado, as duas equipas chegaram ao intervalo sem golos. O futebol apresentado era pouco ofensivo, com as formações a revelarem dificuldades em construir situações claras de finalização.
Na segunda metade, o encontro ganhou intensidade, com Batuque e Escola Vitória do Maio a assumirem uma postura mais ofensiva na procura do golo. A maior disputa dentro das quatro linhas elevou também os níveis de tensão, culminando na expulsão de um jogador de cada equipa e do treinador da formação do Maio.
Quando tudo apontava para a necessidade de mais tempo para encontrar o vencedor, surgiu Erickson. Aos 118 minutos, o jovem avançado, lançado pelo treinador Nhelas Santos durante a partida, aproveitou à terceira tentativa e colocou a bola no fundo das redes, garantindo ao Batuque o seu primeiro título nacional neste escalão.
Foi um golo com um significado especial para Erickson, que viveu, meses antes, um momento difícil ao serviço do Batuque. Em abril, nas meias-finais do Campeonato Nacional Sub-17, o avançado falhou uma grande penalidade, num lance que acabou por contribuir para a eliminação da equipa de São Vicente e para o afastamento da final.
Na final Sub-19, porém, o treinador Nhelas Santos voltou a confiar no jovem e lançou-o do banco. Aos 118 minutos, Erickson respondeu da melhor forma à confiança recebida e tornou-se no herói da decisão. O avançado protagonizou uma história de redenção, transformando um momento de frustração numa das imagens mais marcantes da conquista nacional do Batuque.
Após o apito final, Nhelas Santos felicitou a equipa adversária e reconheceu as dificuldades enfrentadas pela sua formação durante a partida. “Não foi um jogo fácil, mas conseguimos dar a volta por cima, mesmo depois da expulsão de um dos nossos jogadores”, declarou o técnico, destacando a capacidade de reação dos seus atletas.
Já a equipa técnica da Escola Vitória do Maio remeteu-se ao silêncio. A final ficou ainda marcada por momentos de tensão, facto que obriga a reflexões sobre o comportamento no futebol de formação, envolvendo atletas, dirigentes e adeptos.







