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UCID exige ao Governo medidas para reduzir impacto do preço dos combustíveis no prazo de 30 dias

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) pede que o Governo apresente, no prazo de 30 dias, um plano para mitigar os efeitos do preço dos combustíveis sobre as famílias e as empresas. O presidente do partido, João Santos Luís, defende medidas para proteger o poder de compra e critica a falta de uma resposta abrangente ao aumento do custo de vida.

Em conferência de imprensa na sede do partido em S. Vicente – para reagir ao balanço dos primeiros 100 dias de governação -, João Santos Luís declarou que este período permite ao Governo identificar prioridades e apresentar medidas concretas. “Os primeiros 100 dias são suficientes para identificar prioridades, tomar decisões, apresentar medidas concretas e demonstrar o que o Governo pretende seguir”, afirma.

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Este líder político criticou a suspensão dos mecanismos de mitigação do preço da gasolina e do gasóleo, considerando que o aumento dos combustíveis afeta setores como os transportes, a pesca, a agricultura e a distribuição de mercadorias. “O que a UCID questiona é a ausência de uma resposta mais abrangente e claramente estruturada para um problema que afeta transversalmente a economia nacional”, referiu.

O presidente do partido defende a avaliação de medidas temporárias, incluindo eventuais reduções fiscais sobre determinados combustíveis e mecanismos de compensação para os transportadores, pescadores e agricultores mais afetados. “Não defendemos subsídios indiscriminados, nem ignoramos os limites financeiros do Estado. Defendemos medidas ponderadas, fundamentadas e proporcionais à dimensão do problema”, sublinha.

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O partido manifestou também preocupação com a substituição de dirigentes das instituições públicas e das empresas do Estado, defendendo transparência nos processos de seleção e valorização do mérito e da experiência profissional. “Entendemos que não deve prevalecer a lógica de que sai o vosso para entrar o nosso. Deve prevalecer a lógica da competência, do mérito e da responsabilidade pelos resultados”, afirmou.

Além dos combustíveis e das nomeações públicas, a UCID apontou a saúde, a educação, o emprego juvenil e os transportes interilhas como áreas que exigem prioridades claras e metas concretas. O presidente dos democratas-cristãos apresentou ainda outras duas exigências ao Governo: a divulgação, no prazo de 30 dias, dos critérios de escolha dos dirigentes públicos e, em 60 dias, de metas mensuráveis para os seis meses seguintes, com indicadores de acompanhamento para as principais áreas de governação.

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A UCID considera que os prazos propostos devem permitir a apresentação de compromissos concretos, embora reconheça que a resolução dos problemas estruturais do país exige mais tempo.

Ronice Fortes (Estagiária)

 

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Constanca Pina

Formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Trabalhou como jornalista no semanário A Semana de 1997 a 2016. Sócia-fundadora do Mindel Insite, desempenha as funções de Chefe de Redação e jornalista/repórter. Paralelamente, leccionou na Universidade Lusófona de Cabo Verde de 2013 a 2020, disciplinas de Jornalismo Económico, Jornalismo Investigativo e Redação Jornalística. Atualmente lecciona a disciplina de Jornalismo Comparado na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

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