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São Vicente: PAICV oficializa candidatura “muito forte e que respeita a paridade”

O Tribunal Cível aceitou no final da tarde de hoje o dossier de candidatura do PAICV à Câmara Municipal de S. Vicente. Trata-se, segundo o cabeça-de-lista Albertino Graça, de uma candidatura muito forte, que respeita a paridade e que enquadra pessoas de todos os quadrantes da sociedade civil mindelense, desde empresários, politico e jovens, para além dos militantes e simpatizantes do partido “Estrela Negra”. 

Em declarações a imprensa à saída do Tribunal, Graça explicou que o PAICV conseguiu fazer uma mistura de idades muito interessante nas suas listas para CM e AM, que vai conferir uma dinâmica muito forte à sua candidatura. “A nossa lista garante a qualidade e a capacidade necessárias. Isto é muito importante porque todos os seus integrantes vão ter pelouros trabalhar. Não será apenas o presidente a trabalhar. Tivemos isso em conta na composição da lista camarária de forma a termos um governo local forte e pelouros distribuídos para todos os elementos”.

Em termos práticos, de acordo com Graça, a candidatura elege cinco prioridades: governança municipal; urbanismo, habitação e sustentabilidade; coesão social; cultura; economia e emprego; relações externas, comunidades. Indo ao detalhe, afirma, o que se pretende, por exemplo, com a prioridade coesão social, que é um campo vasto e neste momento de pandemia da covid-19 assume uma importância maior é dar atenção às famílias. “Este pilar engloba ainda a saúde, a educação, a juventude e o desporto. O apoio às famílias surge como fundamental.”

No domínio da Cultura, confia na qualidade e criatividade do sanvicentino. Por isso, conferiu uma grande centralidade para a cultura no seu programa de governação, destacando como uma das novidades a construção de um Teatro Municipal com capacidade para 700/800 pessoas e teatros menores nas comunidades. Igualmente estranha o facto de S. Vicente estar numa posição modesta no que tange à economia e emprego, não obstante possuir grandes activos, como por exemplo, sedear as empresas nacionais, infra-estruturas de desenvolvimento relevantes e capital humano. “Não entendemos porque esta ilha encontra-se nesta situação e, ainda por cima, com uma taxa de desemprego elevado. Temos estratégias boas para resolver o problema do emprego e fazer S. Vicente avançar”, clarifica. 

Graça critica, igualmente, a perda de capacidade de mobilização de recursos externos nos últimos 10/15 anos a nível das relações externas e comunidades. Segundo este candidato, é preciso voltar a dinamizar as geminações para se poder melhorar o orçamento disponível, que actualmente se resume ao Fundo de Financiamento Municipal. “Vamos apostar nas relações internacionais descentralizadas, que foram esquecidas. Sem isso, é impossível desenvolver a ilha. Também pensamos que as nossas comunidades podem dar uma grande contribuição. Temos estado, permanentemente a ignorar as nossas comunidades emigradas, que são ricas do ponto de vista cultural e também podem ser do ponto de vista económico”.

Instado a precisar o que pode levar as pessoas a escolher o PAICV para liderar a CMSV, Graça mostra-se confiante na dinâmica, no projecto e na capacidade de realização da sua equipa que, afirma, já deu provas mais do que suficiente. Destaca igualmente o Movimento 15.000, nascido de iniciativa da sociedade civil que, em poucos dias, conseguiu mobilizar mais de 3.000 assinaturas, apesar das chuvas. “Acredito que até final deste mês conseguiremos as 15.000 assinaturas e o objectivo final é a vitoria. S. Vicente está ávido de ter uma equipa de trabalho, está cansado de ter um dono. Esta ilha precisa de um presidente para trabalhar em equipa”, conclui.

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