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Governo apresenta relatório final sobre acidente que matou 25 pessoas na ilha do Fogo

O Governo vai apresentar, na próxima segunda-feira, 12, o relatório final do inquérito técnico-administrativo ao grave acidente rodoviário ocorrido a 5 de setembro, no troço entre Chã das Caldeiras e Campanas de Cima, na zona de Ribeira Lachido, ilha do Fogo, que provocou 25 mortos e 13 feridos.

A apresentação pública dos resultados está marcada para as 10h00, na sala de reuniões do Ministério da Administração Interna, no Plateau, na cidade da Praia, através da Direção-Geral dos Transportes Rodoviários (DGTR), informa o Executivo em comunicado.

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O inquérito, afirma, foi conduzido por uma Comissão criada ao abrigo da Resolução n.º 104/2026, de 11 de setembro, com a missão de apurar as causas e as circunstâncias do acidente, que envolveu uma viatura de transporte coletivo de passageiros e se tornou uma das mais graves tragédias rodoviárias registadas em C. Verde.

A divulgação do relatório deverá permitir conhecer as conclusões da investigação técnica e administrativa, para promover uma cultura de prevenção, responsabilidade e segurança nas estradas, bem como as medidas propostas para reforçar a segurança rodoviária no país. “A apresentação do documento constitui um momento importante para o esclarecimento das circunstâncias do acidente e para a identificação de eventuais medidas destinadas a evitar a repetição de tragédias desta dimensão”, frisa.

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As conclusões preliminares sobre as condições da estrada onde ocorreu o acidente, recorda-se, apontam para problemas de sinalização, apesar de a pavimentação se encontrar em condições adequadas, revelou o ministro das Infraestruturas, Carlos Tavares, a quando da sua visita a ilha do Fogo. Na ocasião, Carlos Tavares explicou que o relatório sobre as condições da estrada ainda estava a ser elaborado, enquanto uma equipa distinta investiga as causas do acidente que envolveu um autocarro que fazia o trajecto Chã das Caldeiras/Campanas de Cima.

“Está-se a trabalhar no relatório, mas já tenho conclusões preliminares sobre as condições da estrada. Neste momento, podemos falar apenas sobre as condições da estrada, porque existe uma equipa que está a trabalhar na investigação das causas do acidente”, sublinhou, revelando que a estrada foi construída  entre 2019 e 2024, e apresenta condições adequadas de pavimentação, mas foram identificados problemas ao nível da sinalização vertical.

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“Na prática, trata-se de uma via sem sinalização vertical”, afirmou  Tavares, acrescentando que cerca de 60 por cento ou mais da sinalização vertical prevista no contrato inicial terá sido retirada, situação que considerou preocupante. Garantiu, entretanto, que a segurança rodoviária passará a constituir uma exigência fundamental na execução e recepção das obras públicas.

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Constanca Pina

Formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Trabalhou como jornalista no semanário A Semana de 1997 a 2016. Sócia-fundadora do Mindel Insite, desempenha as funções de Chefe de Redação e jornalista/repórter. Paralelamente, leccionou na Universidade Lusófona de Cabo Verde de 2013 a 2020, disciplinas de Jornalismo Económico, Jornalismo Investigativo e Redação Jornalística. Atualmente lecciona a disciplina de Jornalismo Comparado na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

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