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Gil Évora admite viagem “comercial” à Venezuela

O ex-Presidente do Conselho de Administração da Emprofac refutou, em comunicado em seu nome e de Carlos dos Anjos, as acusações sobre a alegada viagem à Venezuela na qualidade de emissário do Governo de Cabo Verde, no caso que envolve a prisão do empresário Alex Saab em Cabo Verde. Gil Évora garante que o objectivo da viagem foi apenas comercial, sendo todo o resto invenções sem qualquer fundamento. 

Gil Évora confirmou que foi à um encontro transparente com advogados, à convite de uma empresa que está a prestar consultoria ao grupo de Alex Saab. Para o efeito, prossegue, meteu férias na Emprofac, pelo que são globalmente falsos falar de encontros políticos. Refutou ainda as acusações que, afirma, apenas servem para alimentar os gáudios de alguns que os querem metidos em qualquer enredo de que não fazem parte. 

Este explicou que, no passado mês de Junho, o colectivo de advogados de Saab estabeleceu contacto com uma empresa cabo-verdiana de consultoria na área de aviação civil para estabelecer trâmites de obtenção das autorizações para a realização de voos e dos vistos de entrada no país. “Equivale isto dizer que desde Junho esta empresa vem tratando de forma legal e transparente estas questões, como atestam as notas trocadas com as instituições cabo-verdianas ligadas aos aspectos logístico”, detalhou.

Relativamente à viagem à Venezuela, Évora informou que estiveram em Saint Vincent e Grenadines, país do sul do Caribe, numa missão custeada pelo grupo de advogados, que assumiu os encargos da deslocação num jato privado espanhol, tendo em conta a inexistência de ligação em voos comerciais. “O objectivo desta viagem era e foi apenas comercial, sendo todo o resto invenções sem qualquer fundamento. Acedemos a um convite e, estando nas funções enquanto PCA da Emprofac, optamos por solicitar férias para evitar colisão e sobreposição do que quer que fosse”, reforça.

No documento, este admite que possivelmente foi metido “num grande turbilhão” de jogos de interesses entre países e entidades que nada têm a ver com as causas que nem ele e nem Carlos dos Anjos defendem. Repudia, por outro lado, a afirmação de que terão desembarcado com cinco malas, quando na verdade apenas viajaram com duas, com o propósito de inflamar e atacar o bom nome das pessoas. “De uma deslocação meramente comercial, alguns quiseram tirar dividendos políticos, geo-estratégicos e lançar confusão”, frisou, deixando claro que ele e Carlos dos Anjos estão  tranquilos e conscientes que nada de mau ocorreu e assumem por inteiro todas as responsabilidades e consequências desta deslocação. 

Recorda-se que Alex Saab Morán está detido desde o dia 12 de Junho, na ilha do Sal, e aguarda desde o dia 16 de Julho o final do processo de extradição para os Estados Unidos da América.

C/RTC.CV

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