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Cabo Verde realiza hoje primeiro transplante renal da sua história

O hospital Agostinho Neto realiza esta terça-feira, 24, o primeiro transplante renal em Cabo Verde, sendo o paciente um homem de 44 anos, que vai receber um rim doado pela irmã. A intervenção marca um avanço significativo na capacidade técnica e clínica do arquipélago, fruto de vários anos de preparação institucional, legal e médica.

As informações sobre este procedimento de transplante renal, inédita em Cabo Verde, ainda são escassas porque a administração do Hospital Universitário Agostinho Neto e a equipa técnica especializada só pretendem falar à imprensa após o término da cirurgia, conforme informações avançadas ao Mindelinsite pelo gabinete de comunicação do estabelecimento de saúde.   

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Este jornal está em condições de informar que o paciente é um homem de 44 anos, que vai receber um rim doado pela irmã, alguns anos mais velha. A intervenção, refira-se, assinala um avanço significativo na capacidade técnica e clínica do país, fruto de vários anos de preparação institucional, legal e médica. 

Resulta de um processo que envolveu a criação de enquadramento legal, aprovado em 2023, a capacitação de profissionais de saúde, a aquisição de equipamentos e o reforço da cooperação internacional, particularmente com Portugal. Até agora, refira-se, os cabo-verdianos com insuficiência renal tinham de recorrer à hemodiálise ou mudar-se para outro país para realizar a cirurgia.

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Foram necessários mais de dez anos para tornar este momento possível. Numa primeira fase, foram criadas condições para que doentes com insuficiência renal pudessem realizar hemodiálise em Cabo Verde. O projeto foi liderado pelo cirurgião português António Norton de Matos, que se desloca várias vezes por ano ao país para preparar os acessos vasculares necessários ao tratamento.

Segundo a Sic Notícias, Norton de Matos, agora reformado, lidera a equipa que se desloca a Cabo Verde para concretizar este marco histórico. “Queria terminar a minha carreira com isto. Estou reformado, mas continuo a operar. A única dificuldade são as burocracias e o funcionamento estrutural, que é complexo”, declarou este médico, que realizou o primeiro transplante, há 43 anos, no Porto. 

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A equipa portuguesa, refira-se, será composta por quatro cirurgiões, uma enfermeira, uma médica nefrologista e uma voluntária. Prevê-se a realização de cerca de 20 cirurgias por ano, sendo que os especialistas lusos deverão deslocar-se a Cabo Verde sempre que estiverem programados transplantes. 

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Constanca Pina

Formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Trabalhou como jornalista no semanário A Semana de 1997 a 2016. Sócia-fundadora do Mindel Insite, desempenha as funções de Chefe de Redação e jornalista/repórter. Paralelamente, leccionou na Universidade Lusófona de Cabo Verde de 2013 a 2020, disciplinas de Jornalismo Económico, Jornalismo Investigativo e Redação Jornalística. Atualmente lecciona a disciplina de Jornalismo Comparado na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

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