
Cabo Verde obteve a classificação “A” no World Economics Governance Index 2026, posicionando-se no grupo de nações com melhor desempenho global liderado por quatro país do norte da Europa: Finlândia, Dinamarca, Noruega e Suécia. É o único país africano entre os grandes com um índice de governança de 7.4, bem abaixo dos 9.8 da Finlândia.
Segundo informações divulgadas por esta organização privada de análise económica com sede em Londres, Cabo Verde está entre os países mais desenvolvidos da Europa, Canadá, Taiwan, Japão, Uruguai, Estados Unidos e Coreia do Sul que conquistaram notas elevadas nos indicadores como Estado de direito, controlo da corrupção, estabilidade institucional, liberdade de imprensa e direitos políticos.
Finlândia teve a melhor pontuação 98.0 (Finlândia) do ranking enquanto Cabo Verde ficou pelos 74.0 pontos no índice Governança da Economia Mundial, 64.5 quanto aos níveis de corrupção, 58.8 na categoria Estado de Direito, 77.6 em Liberdade de Imprensa e 95.2 no índice de Direitos Políticos.
O World Economics Governance Index é uma referência global na análise de governança e integra métricas utilizadas por investidores, analistas econômicos e organismos multilaterais para avaliar risco institucional e qualidade democrática. “A economia mundial mudou na última década. A participação da Ásia no PIB global subiu cerca de 48% e deverá atingir cerca de 58% até 2030,” pontua.
No continente africano, frequentemente marcado por instabilidade política e fragilidade institucional, o desempenho cabo-verdiano destaca-se pela positiva, uma classificação estratégicas para as ambições do arquipélago, que compete com os demais países do continente por investimento estrangeiro e confiança internacional. Aparece à frente de países como Maurícias, Namíbia, África do Sul, Botswana e Gana, todos classificados com “B”. Entre os PALOPs, Angola, Moçambique e Guiné Bissau conquistaram “D”.
A governança, refira-se, é avaliada através de índices de perceção da corrupção, do Estado de direito, da liberdade de imprensa e dos direitos políticos. Abrange as instituições, as normas e as estruturas formais e informais que determinam os processos através dos quais a autoridade pública é exercida. É um dos principais critérios de avaliação para fundos internacionais, bancos multilaterais e empresas tecnológicas.






