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A. Neves nega abandono de sessão da CMSV e pede intervenção dos partidos para resolver impasse 

O presidente da Câmara de São Vicente nega que tenha abandonado a sessão, seguido pelos vereadores do MpD. Augusto Neves reagia assim a  acusação feita ontem pelos cinco vereadores da UCID e do PAICV, que anunciaram ainda a “anulação” das deliberações tomadas na polémica reunião camarária de 2 de janeiro, sem a presença dos autarcas da oposição. O presidente aproveitou para pedir a intervenção dos partidos, no caso da UCID e do PAICV, e não deixar estes “vereadores independentes” à deriva, denegrindo o seu nome por interesses obscuros. “Esta Câmara transformou-se em uma assembleia política, mas de interesses pessoais” , denuncia.

De acordo com o edil, as informações dadas pelos vereadores independentes, eleitos pelas listas da UCID e do PAICV, são falsas e  tendenciosas. “Nenhum vereador abandonou a sessão, que aliás foi convocada pelo presidente. Estes autarcas queriam impor à força um ponto na agenda de trabalho, que já tinha sido discutido e aprovado em sessões anteriores. Não aceitamos porque a anulação será em outras instâncias. Foi submetida uma agenda à votação e não foi aprovada. Terminou então a sessão. E isso arrasta-se faz quatro meses. Desde janeiro estamos neste impasse.”

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Para Neves, a UCID e o PAICV, como partidos políticos, deveriam assumir a responsabilidade e não deixar estes vereadores à deriva, denegrindo o seu nome por interesses obscuros. “Penso que estes dois partidos devem discutir com os seus vereadores para chegarmos a um entendimento. De forma alguma irei aceitar que um grupo de vereadores façam na CMSV aquilo que quiserem”, enfatiza, realçando que a Assembleia Municipal já tentou mediar esta situação e, por isso, estão em conflito também com a presidente, o que mostra que o problema não está na CMSV.

Contudo, apesar de mostrar disponibilidade para negociar com estes dois partido, o edil deixa claro que vai manter os “punhos fortes” e não vai deixar pessoas com problemas “históricos e familiares” imporem a sua vontade. “A sessão de 2 de janeiro é legal porque marcamos uma reunião para o dia 30 de dezembro. Da agenda constavam informações, proposta de transferência de verbas entre rubricas, que é o que se faz todos os anos na última semana para se alcançar o equilibro, ractificação das doações feitas à CMSV e análise e aprovação do membro para o Conselho de Administração da Zona Económica Especial Marítima de São Vicente,” detalha. 

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Para esta sessão, prossegue, somente apareceram os quatro vereadores do MpD, pelo que não havia quorum e a reunião foi suspensa. “A Lei diz que 48 horas depois o presidente pode convocar uma nova reunião, com um terço ou mais dos vereadores. Voltamos então a reunir no dia 2 de janeiro, deliberamos e aprovamos. Portanto, estamos absolutamente tranquilos”, declara Augusto Neves, para quem não pode ser responsabilizado se a oposição só funciona com cinco vereadores, tendo em conta que uma das eleitas estava na ilha do Maio e outro em S. Nicolau em gozo de férias.

Mais, segundo o presidente, quando trouxeram a questão da análise e aprovação de um representante da CMSV para o Conselho da ZEEM não foi mencionado nomes. “Havia propostas dos vereadores do MpD e da oposição, mas optaram por não comparecer porque sabiam que haveria equilíbro nesta sessão. Mas que fique claro que a Câmara funciona e as reuniões são quinzenais, de acordo com o Estatuto,” acrescenta Neves, que deixa entender existirem outros motivos para este empasse. 

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Em jeito de remate, o autarca questiona o exemplo que estes vereadores querem dar quando, em plena sessão solene de 14 de abril, no dia da Cidade do Mindelo, abandonaram o acto, faltando respeito à cidade, aos munícipes e às entidades e convidados. O amor por S. Vicente deve ser demonstrado com comportamento e trabalho. Nunca com arrogância, fanfarronices e conflitos, finaliza.  

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Constanca Pina

Formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Trabalhou como jornalista no semanário A Semana de 1997 a 2016. Sócia-fundadora do Mindel Insite, desempenha as funções de Chefe de Redação e jornalista/repórter. Paralelamente, leccionou na Universidade Lusófona de Cabo Verde de 2013 a 2020, disciplinas de Jornalismo Económico, Jornalismo Investigativo e Redação Jornalística. Atualmente lecciona a disciplina de Jornalismo Comparado na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

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