Cinco dos nove indivíduos detidos pela Polícia Nacional, na ilha do Fogo ficaram em prisão preventiva, por decisão judicial, na sequência do primeiro interrogatório judicial realizado no dia 22 de outubro passado. Os quatro restantes vão aguardar os próximos passos dos processos em liberdade, sujeitos a medidas de coação.
Os nove indivíduos, do sexo masculino, foram detidos pela Polícia Nacional no dia 20 por determinação do Ministério Público, no âmbito de processos em fase de instrução na Procuradoria da República da Comarca de São Filipe, na ilha do Fogo.
De acordo com um comunicado da Procuradoria-Geral da República, divulgado ontem, os suspeitos estão indiciados da prática de vários crimes, como detenção e uso de arma de fogo, detenção de arma branca proibida, roubo e furto qualificado.
Após serem submetidos ao primeiro interrogatório judicial de arguidos detidos, a 22 de outubro, o Tribunal acolheu a promoção do Ministério Público e decretou prisão preventiva para cinco dos arguidos.
Quanto aos quatro restantes, o Tribunal determinou medidas de coação que lhes permitem aguardar os ulteriores termos dos processos em liberdade, mediante o cumprimento de obrigações específicas.
Três dos arguidos ficaram sujeitos à apresentação periódica diária perante as autoridades competentes, à proibição de permanecer fora da residência depois das 19h00, à proibição de contacto entre si, por qualquer meio, e à proibição de saída da ilha do Fogo.
Ao quarto arguido foi aplicada a medida de apresentação periódica às segundas, quartas e sextas-feiras, bem como a proibição de saída da ilha. Os processos continuam em investigação e permanecem sob segredo de justiça.
Ronice Fortes (Estagiária)







