A operação de remoção do navio ITZIAR II, afundado na Baía do Porto Grande, entrou numa nova fase com a transferência de parte do casco e dos destroços para as instalações da ONAVE, onde decorrerá o corte e o desmantelamento final da embarcação.
Segundo o Instituto Marítimo Portuário, a operação de transporte e acostagem foi concluída em segurança e dentro da normalidade, resultado do planeamento realizado e da coordenação entre as diversas entidades e equipas envolvidas.
Todas as etapas da intervenção foram executadas em conformidade com elevados padrões de segurança, com o objetivo de salvaguardar os trabalhadores envolvidos, garantir a normalidade das operações portuárias e proteger o ecossistema marinho da Baía do Porto Grande, detalha.
A instituição explica que a remoção do ITZIAR II representa um investimento na segurança da navegação, na proteção do ambiente marinho e na preservação de uma baía mais segura e sustentável.
Foi em março deste ano, que o Governo, através do Ministério do Mar, decidiu avançar com a remoção do navio. O projeto foi financiado pelo Governo, com a participação da Enapor, num investimento estimado em cerca de 33 mil contos. O contrato foi assinado entre o IMP e a empresa Desindava, numa cerimónia presidida pelo Ministro do Mar, Jorge Santos.
Na ocasião, o governante explicou que se tratava de de uma intervenção importante para reforçar a segurança marítima e a proteção ambiental da baía. Este explicou que a presença de navios afundados na baía reduz a navegabilidade e representa riscos para a segurança das operações portuárias.
O ITZIAR II é uma embarcação de pesca industrial com cerca de 55 metros de comprimento, que está afundada na baía desde 2015. A operação integra um projeto mais amplo de limpeza e recuperação das condições de navegabilidade da baía do Porto Grande.







