INMG afasta perigo após sismo de magnitude 4,7 sentido nas ilhas do Fogo e da Brava

O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG) afasta risco após um sismo de magnitude 4,7 na escala de Richter ter sido sentido por volta das 12h30 domingo nas ilhas do Fogo e da Brava. Apesar do abalo, o geólogo Bruno Faria garantiu que não há motivos para alarme, sublinhando que a situação está a ser acompanhada pelas autoridades.
Segundo informações avançadas por este geólogo à Inforpress, o sismo foi sentido em várias localidades, entre as quais São Filipe e Monte Grande, na ilha do Fogo, bem como em diversos pontos da ilha Brava.
Explicou ainda o especialista que o epicentro do abalo localizou-se no Monte Submarino Cadamosto, a sudoeste da ilha Brava. Após o sismo principal, a estação do INMG registou ainda algumas réplicas de menor magnitude, sem que, até ao momento, tenham sido reportadas situações preocupantes.
Bruno Faria apelou à serenidade da população, salientando que o fenómeno deve continuar a ser monitorizado, mas sem motivo para preocupação. “Pedimos calma à população. A situação deve ser alvo de observação e não de preocupação”, afirmou o geólogo, garantindo que o INMG está a acompanhar a atividade sísmica na região e continuará a monitorizar a evolução do fenómeno.
As últimas erupções do Vulcão doo Fogo, localizado em Chã das Caldeiras, ocorreram em 1951, 1995 e 2014. Não há registro de perda de vida humana como resultado de atividade eruptiva, mas estas erupções forçaram a evacuação da população. Cerca de 500 habitantes voltaram a viver na Caldeira, após a última erupção do vulcão, trabalhando principalmente na agricultura e turismo.






