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CNE diz não ter competência para investigar alegados crimes eleitorais

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) rebateu as declarações públicas de Francisco Carvalho relativas à atuação da instituição no processo eleitoral de 17 de maio sobre a alegada oferta de cestas básicas, feitas durante o seu discurso de vitória. A CNE esclarece que não tem competência para investigar supostos crimes eleitorais. 

Em comunicado, a CNE rejeita a acusação de omissão perante a denúncia de alegada oferta de “cestas básicas” e afirma, de forma categórica, que não possui poderes de polícia criminal ou de investigação. Em termos concretos, afirma não ter competência para prender, julgar ou aplicar medidas coercivas.

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A instituição explica que, nos termos da lei, a sua função consiste em encaminhar ao Ministério Público denúncias de eventuais crimes eleitorais, procedimento que, garante, foi efetivamente realizado, acompanhado de um pedido de investigação e adoção das medidas legalmente previstas.

Relativamente às declarações sobre a suposta produção de um novo caderno eleitoral para permitir o voto, na Suíça, do irmão do Primeiro-ministro e candidato às legislativas, a CNE enfatiza que não produz cadernos eleitorais, nem dispõe de competência legal ou meios técnicos para o efeito. 

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“Essa matéria é da competência das Comissões de Recenseamento Eleitoral, conforme estabelecido nos artigos 45.o, alíneas a) e f), e 138.o, n.o 1, do Código Eleitoral”, especifica, acrescentando que as declarações de Francisco Carvalho afetam a credibilidade institucional do órgão e o bom nome dos seus membros, defendendo, por isso, “a reposição pública da verdade factual”.

Foto resgatada da Internet

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Constanca Pina

Formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Trabalhou como jornalista no semanário A Semana de 1997 a 2016. Sócia-fundadora do Mindel Insite, desempenha as funções de Chefe de Redação e jornalista/repórter. Paralelamente, leccionou na Universidade Lusófona de Cabo Verde de 2013 a 2020, disciplinas de Jornalismo Económico, Jornalismo Investigativo e Redação Jornalística. Atualmente lecciona a disciplina de Jornalismo Comparado na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

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