Foi confirmado um novo surto de esquistossomose no dia 11 de Março causada por Schistosoma haematobium, desta vez na Ribeira de Principal, concelho de São Miguel, Ilha de Santiago. Esta informação foi avançada ao Mindelinsite, em exclusivo, pelo investigador Maximiano Fernandes.
De acordo com este especialista, a descoberta ocorreu depois do aparecimento de crianças com sintomas de hematúria (sangue na urina e dores abdominais). Um estudo epidemiológico realizado pelo grupo Bioanalítica confirmou os casos depois de repetição de vários testes, sendo aplicado com sucesso o novo método Parasimax multicolor, com auxílio da microscopia de fluorescência.
“As fontes de infecção foram identificadas e incluem reservatórios de águas, onde foram identificadas caracóis hospedeiros intermediários do género Bulinus”, detalhou Fernandes, realçando que foram encontrados reservatórios com uma densidade elevada de caracóis que podem ultrapassar 5 mil cada.
De imediato, prossegue, a equipa de investigação alertou à população local sobre as medidas de precaução e evitar banhos nos reservatórios. Trata-se, refira-se, do segundo surto confirmado de esquistossomose na ilha de Santiago, sendo ainda a origem permanece desconhecida.

Foi em 2022 que se ouviu falar, pela primeira vez, na presença do esquistossomose no arquipélgo, uma infecção associada ao aparelho urinário contraída ao nadar ou estar em contato com águas doce contaminada, cujos sintomas vão desde febre, calafrios, náuseas, dor abdominal à diarreia com sangue.
Na ocasião, foram contabilizados 42 casos em 2023 e 27 em 2024. Em janeiro de 2025 foram confirmados mais 12 casos na localidade de Cutelo, município de São Miguel, segundo o diretor da Região Sanitária de Santiago Norte. Agora, o investigador Maximiliano confirmou um novo surto em Ribeira de Principal, no município de São Miguel. “Foi um trabalho árduo. Deslocamos quilómetros em ribeiras de difícil acesso, na localidade de Cutelo Gomes, em São Miguel. Confirmamos 12 casos”
A investigação, refira-se, foi realizada por Maximiano Fernandes, investigador da Bioanalítica Internacional, com membros em vários países. Milhares de caramujos observados nos reservatórios contaminados.






