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ASA diz-se aberta ao diálogo face ao anúncio de greve de três classes profissionais a partir de segunda-feira

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A ASA reafirma a sua abertura ao diálogo face ao anúncio de greve dos técnicos de informação e comunicação aeronáutica, dos profissionais de telecomunicações e dos funcionários que integram as áreas de suporte à gestão, com início a partir de segunda-feira e duração de 72 horas. Diante das reivindicações apresentadas para justificar a greve, a empresa revela que vai contratar uma consultoria para reavaliar o seu sistema de gestão dos recursos humanos e proceder ao seu realinhamento com as melhores práticas de gestão.

Em comunicado, a ASA explica que estes colaboradores reivindicam o enquadramento destas três classes profissionais e atribuição de subsídio de tecnicidade e de qualificação aos profissionais de telecomunicações aeronáuticas. Na sequência, esclarece que, relativamente ao primeiro ponto, a empresa dispõe de um sistema de gestão de recursos humanos que assegura o enquadramento e a evolução contínua, de forma objetiva e transparente. 

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Contudo, sublinha a empresa, tendo em conta o tempo decorrido desde a implementação deste sistema e a saída de diversas categorias profissionais aquando da concessão do serviço de gestão aeroportuária, considera oportuno proceder à sua reavaliação, com o objectivo de assegurar que este permaneça alinhado com as melhores práticas de gestão dos recursos humanos. 

Está em curso o procedimento de contratação de consultoria especializada para esta reavaliação, com previsão de conclusão ainda este ano”, assegura, apelando por isso à serenidade dos seus colaboradores, justificando que não se pode fazer uma alteração como a que reivindicam de forma pontual e aleatória. Por outro lado, lembra que, no âmbito das negociações, apresentou propostas alternativas de implementação imediata, que embora não passem pelo reenquadramento, traduzem-se numa melhoria significativa do quadro salarial. 

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“A proposta consiste na atribuição de três progressões extraordinárias aos profissionais de telecomunicações aeronáuticas e aos técnicos de informação e comunicação aeronáutica, bem como uma progressão extraordinária para os demais colaboradores, com mais de dez anos de serviço, correspondente respectivamente a aumentos salariais de 10% e 4%”, detalha a empresa. 

Relativamente à reivindicação de atribuição do subsídio de tecnicidade aos profissionais de comunicação aeronáutica, esclarece que estes beneficiam de um enquadramento profissional e remuneração adequados à especificidade da função, no âmbito do sistema de gestão de recursos humanos em vigor. Neste sentido e porque estes técnicos não apresentaram qualquer fundamento consistente que justifique a atribuição do subsídio pretendido, a ASA alega que tem dificuldade em atender a esta reivindicação, tal como apresentada. Isto porque não percebe o que se pretende remunerar com este subsídio.  

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Quanto ao subsídio de qualificação, sustenta que já é concedido a todos os técnicos de informação e comunicação aeronáutica que integram uma carreira única na empresa, pelo que não compreende a razão da reivindicação. Em suma, acrescenta, a ASA reafirma o interesse em continuar o diálogo de forma construtiva, na esperança de alcançar um entendimento que satisfaça as partes.  

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Constanca Pina

Formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Trabalhou como jornalista no semanário A Semana de 1997 a 2016. Sócia-fundadora do Mindel Insite, desempenha as funções de Chefe de Redação e jornalista/repórter. Paralelamente, leccionou na Universidade Lusófona de Cabo Verde de 2013 a 2020, disciplinas de Jornalismo Económico, Jornalismo Investigativo e Redação Jornalística. Atualmente lecciona a disciplina de Jornalismo Comparado na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

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