Aumenta para 110 número de vítimas de jejum de seita cristã no Quénia

Aumenta para 110 o número de vitimas de jejum extremo promovido por uma seita no Quénia, de acordo com informações relevadas por autoridades daquele país. Este número subiu depois de descobertos mais corpos em valas comuns. 

Segundo a polícia local, a seita em causa está situada na aldeia de Shakahola, no condado de Kilifi e é liderada por Paul Mackenzie, que foi detido em meados de abril, juntamente com outras 13. Há ainda registo, na sequência das investigações à seita, de 210 pessoas desaparecidas, incluindo 110 crianças.

Nessa seita é transmitida a ideia de que quem jejuar até à morte, encontrará Jesus numa nova vida. O seu líder, Paulo Mackenzie, está no centro do que vem sendo chamado neste país do leste da África de “Massacre da floresta”.

O presidente do Quénia, William Ruto, acusou Paul Mackenzie de ser um “terrível criminoso”.

O líder desta seita, recorda-se, era um taxista que virou pastor em 2003. Com sucursais em várias regiões do pais, a Igreja Internacional das Boas Novas conta com mais de três mil membros, mil deles na cidade de Malindi, onde se instalou.  “A missão deste ministério é nutrir os fiéis de forma holística em todas as áreas da espiritualidade cristã, enquanto nos preparamos para a segunda vinda de Jesus Cristo através do ensino e da evangelização”, dizia. 

Paul Mackenzie difundia um programa intitulado “Mensagem dos últimos tempos” que evocava “ensinamentos, pregações e profecias sobre o final dos tempos, comumente chamados escatologia”. Dizia “levar o evangelho do nosso senhor Jesus Cristo livre do engano e do intelecto do homem”.

Lançou um canal no YouTube em 2017, onde se pode encontrar vídeos de seus sermões em sua igreja em Malindi, onde alertava seus fiéis sobre práticas “demoníacas” como usar perucas e fazer transações digitais sem dinheiro vivo. Este ano, foi preso pela primeira vez por “radicalização”, por ter promovido a não escolarização das crianças, afirmando que a educação não era reconhecida pela “Bíblia”.

C/Agências

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