EUA iniciam escoltas de navios no Estreito de Ormuz

A Marinha dos Estados Unidos vai começar esta segunda-feira, 04 de maio, a escoltar navios de países terceiros retidos através do Estreito de Ormuz, anunciou o presidente Donald Trump na sua plataforma “Truth Social”. Mais de 100 aviões, navios e 15 mil militares foram mobilizados para a escolta. Irão ameaça com ataques.

Denominado “Projecto Liberdade”, diz Trump, a operação é uma resposta a pedidos de países que não tem qualquer relação com o conflito e que solicitaram apoio de Washington para proteger as suas embarcações bloqueadas em Ormuz, uma das rotas mais sensíveis do mundo. A operação, diz, será coordenada pelo Comando Central do Exército dos EUA (Centcom), responsável pelas ações militares no Médio Oriente. 

Estarão envolvidos na missão contratorpedeiros com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves baseadas em terra e no mar, drones de múltiplos domínios e cerca de 15 mil militares, detalha a imprensa norte-americana. “O nosso apoio a esta missão defensiva é essencial para a segurança regional e a economia global, ao mesmo tempo que mantemos o bloqueio naval”, afirmou o comandante, Brad Cooper.

O Centcom realça a importância de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo transportado por via marítima, além de “volumes significativos” de combustíveis e fertilizantes. 

Entretanto, o Irão acaba de anunciar que atingiu o navio de guerra norte-americano no estreito de Ormuz, conforme despacho da agência de notícias Fars, citando fontes locais. Segundo esta fonte, Teerão atacou o navio com dois mísseis enquanto navegava perto da ilha de Jask.

A ser verdade, o Irão cumpre a ameaça de atacar qualquer navio, incluindo dos EUA, que tente atravessar o Estreito, depois do presidente Donald Trump ter anunciado a escolta dos navios pelas forças de Washington.

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