Os Emirados Árabes Unidos vão deixar de ser membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e da aliança OPEP+ a partir de 1 de maio. A medida, anunciou a agência de notícias WAM, deve-se às “perturbações no golfo Pérsico e no estreito de Ormuz”. O ministro de Energia e Infraestrutura do país salientou que a decisão reflete uma evolução política alinhada com os fundamentos do mercado a longo prazo.
Numa publicação na sua conta no X, Suhail bin Mohamed Al Mazrouei agradeceu à OPEP e aos países membros pelas “décadas de cooperação construtiva” desde que Abu Dhabi se juntou à organização em 1967 e, posteriormente, todo os EAU após sua fundação em 1971. “Mantemos o nosso compromisso com a segurança energética, garantindo um fornecimento fiável, responsável e com baixas emissões de carbono, ao mesmo tempo que apoiamos a estabilidade dos mercados globais”, acrescentou.
A informação coincide com um novo aumento do preço do petróleo devido ao impasse nas negociações entre EUA e Irão. O fecho do estreito de Ormuz, canal por onde circula 20 por cento do produto a nível mundial, continua a ser um entrave à oferta disponível no mercado. A imprensa internacional salienta que o Brent – a referência europeia – avançou 2,92% esta terça-feira, tendo atingido os 111,39 dólares por barril. Este constitui o valor mais alto das últimas três semanas. Em simultâneo, o WTI (referência nos EUA) adiantou-se 3,74%, para 100,93 dólares por barril.
A Casa Branca (presidência norte-americana) anunciou na segunda-feira que estava a analisar uma nova proposta iraniana para desbloquear o estreito de Ormuz, que está quase paralisado desde o início da guerra entre a coligação Estados Unidos-Israel e Irão.
A OPEP é composta atualmente por 12 países membros, focados na coordenação da produção e preços. Além dos Emirados Árabes Unidos, fazem parte Arábia Saudita, Irão, Iraque, Kuwait, Venezuela, Argélia, Gabão, Guiné Equatorial, Líbia, Nigéria e República do Congo. Os Emirados Árabes foram o terceiro maior produtor de petróleo entre os membros da Opep em março, com 2,4 milhões de barris diários, de acordo com dados da Agência Internacional de Energia. A produção de todos os países foi reduzida devido à guerra no Irão.
C/Dn.pt e Globo.com
