Trabalhadores da Easywork rejeitam acusações da empresa e reafirmam denúncias de incumprimentos laborais

O coletivo de trabalhadores da Easywork, que presta serviço na Delegação Regional do Barlavento da Emprofac, contesta as declarações da gerência da empresa, garantindo que as acusações de incumprimentos laborais correspondem à realidade e que a denúncia pública surgiu apenas depois de esgotadas as tentativas de resolução interna.

Os trabalhadores desta empresa rebatem na integre a versão apresentada pela Easywork, segundo a qual as reclamações partiriam apenas de um grupo restrito de colaboradores. Segundo o coletivo, a denúncia é subscrita por todos os trabalhadores afetos ao serviço na Emprofac, recordando que, há cerca de dois meses, foi enviada à gerência uma carta assinada por todos os colaboradores a expor as mesmas preocupações constantes agora de denuncia pública.

Os trabalhadores consideram que a tentativa da empresa de atribuir a iniciativa a um grupo isolado constitui uma estratégia para dividir o coletivo e enfraquecer as reivindicações. Em comunicado, rejeita igualmente a acusação de má-fé por parte dos trabalhadores, assegurando que o grupo procurou resolver o conflito através do diálogo antes de recorrer à denúncia pública.

Segundo os signatários, a falta de respostas concretas por parte da Easywork levou à decisão de tornar a situação pública. “A empresa tenta desviar o foco das suas graves infrações alegando que queremos fazer pressão para entrar nos quadros da Emprofac. Esta narrativa não faz qualquer sentido. A Easywork é a nossa entidade patronal e não tem qualquer poder ou influência junto do Conselho de Administração da Emprofac. Trata-se de uma manobra para ludibriar a opinião pública e esconder as falhas contributivas”, reforçam.

Os trabalhadores acusam a gerência de utilizar esse argumento para desviar a atenção das alegadas irregularidades relacionadas com os descontos para o Instituto Nacional de Previdência Social.Dizem que o acesso à saúde é um direito fundamental e é  inaceitável que a Easywork tenta justificar a falha contributiva dizendo que os trabalhadores pedem dinheiro para medicamentos

“Fomos obrigados a apresentar faturas de despesas médicas à gerência apenas porque a empresa faz o desconto no nosso salário e não entrega o dinheiro ao INPS, bloqueando o nosso acesso ao sistema de proteção social,” acusam.  

Defendem estes trabalhadores que esta pratica afeta gravemente o presente e o futuro das nossas famílias, privando os seus filhos de abonos e subsídios escolares, e comprometendo as nossas futuras reformas. Outra questão prende-se com o pagamento do subsídio de férias. O coletivo garante que nenhum trabalhador recebeu este direito, contrariando as declarações da empresa. Segundo o comunicado, a inexistência desses pagamentos pode ser comprovada através dos extratos bancários, recordando que o subsídio de férias constitui um valor autónomo do salário e deve ser pago antes do início do período de férias.

Os trabalhadores alertam igualmente para outras alegadas irregularidades, afirmando existirem casos de colaboradores sujeitos a descontos para a Segurança Social sem estarem inscritos no sistema, bem como situações em que os salários declarados ao INPS não correspondem aos valores efetivamente recebidos. Acrescentam ainda que alguns contratos de trabalho contêm cláusulas que, afirmam, não refletem a realidade das funções desempenhadas.

O coletivo reafirma que toda a documentação relativa a estas alegadas irregularidades já foi entregue à Inspeção-Geral do Trabalho, que se encontra a analisar o caso. No final da nota, os trabalhadores asseguram que sempre desempenharam as suas funções com profissionalismo e dedicação, salientando que a denúncia pública constituiu o último recurso disponível após o fracasso das tentativas de diálogo com a entidade patronal.

O coletivo conclui apelando a outros trabalhadores que enfrentem situações semelhantes para denunciarem eventuais incumprimentos laborais, defendendo que a legislação deve ser cumprida por todas as entidades empregadoras.

Recorda-se que a Easywork refutou as denuncias apresentadas não correspondem à verdade e quer a situação movida por outro motivo. Em termos concretos, afirma, comparam com os colaboradores da Emprofac e querem os mesmos direitos e entrar no quadro da Emprofac por isso estão a tentar criar esta instabilidade, e não reflete a opinião de todos mas sim de um grupo. 

 

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