A obra “O Último Veleiro”, da autoria de Nelson Colin, foi distinguida com o Prémio Literário Baltasar Lopes 2026, anunciou o Ministério da Cultura, Indústrias Criativas, Juventude e Desporto, através do Instituto da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, em parceria com a Cabo Verde Telecom.
De acordo com um comunicado divulgado pela Biblioteca Nacional, a decisão resulta da proposta do coletivo de júri, que considerou a obra vencedora uma narrativa de feição histórica e ficcional que se afirma pela sua qualidade literária e corresponde aos objetivos que norteiam o Prémio Baltasar Lopes.
Na fundamentação da decisão, o júri destaca a construção textual da obra, considerada desenvolta, com uma “voz literária refletida, própria e (in)formada”, capaz de se movimentar entre Literatura, Memória e História.
Para os membros do júri, essa articulação resulta numa obra de reconhecido mérito e de inequívoco interesse para a literatura cabo-verdiana. Destacam ainda a recuperação de um tema marcado pela dor histórica e social, revisitado e humanizado através da palavra literária.
Segundo o júri, a abordagem, sustentada por um estilo eloquente e fluido, transforma o tema num “corpo literário denso e intenso”, fazendo de “O Último Veleiro” uma obra merecedora do Prémio Baltasar Lopes de 2026.
Além da componente pecuniária de 500 mil escudos, o Prémio Literário Baltasar Lopes garante ao vencedor a publicação da obra sob a chancela do Instituto da Biblioteca Nacional de Cabo Verde.
A distinção pretende, assim, reconhecer a qualidade da criação literária nacional e contribuir para a valorização e divulgação da literatura cabo-verdiana, proporcionando ao autor vencedor não apenas uma premiação financeira, mas também a oportunidade de ver a sua obra publicada.
