Paridade nas listas: PAICV pede coerência nos pronunciamentos

A presidente do PAICV pediu ontem no Mindelo coerência nos pronunciamentos e que a defesa da paridade nas listas não seja apenas por causa da lei. Janira Hopffer Almada reagia assim às declarações da presidente do ICIEG que disse, em declarações a TCV, que o espirito da Lei da Paridade passou ao lado nas listas do PAICV, critica que aliás também já tinha feito por ocasião da apresentação das listas para as autárquicas 2020 pelo MpD. 

Segundo a dirigente do partido tambarina, as eleições autárquicas devem ser vistas não só por quem encabeça as listas. “Ja falei publicamente que temos várias mulheres a liderarem as listas para as assembleias municipais. Temos aqui em SV a Dra Leila Barros, que é um exemplo de como é preciso garantir a paridade na composição das listas”, afirmou.

JHA estanhou no entanto o facto de, na composição do Governo, não se ter visto nenhuma destas reacções. Frisou que o Executivo integra apenas três ministros num horizonte de 13 ministros mas, neste caso, ninguém questionou a paridade. “Aqui temos de ser coerentes nos pronunciamentos e que a defesa da paridade não seja apenas por causa da lei. No meu caso, entendo a paridade muito para além da lei e já disse isso publicamente”. 

Esta critica fica sem sentido, tendo em conta que, afirmou, o PAICV foi o único partido que apresentou um projecto de lei de paridade. “O nosso compromisso com a paridade não começou ontem, hoje e nem tão pouco com esta lei. Tivemos o segundo governo paritário do mundo”, indicou, referindo que, antes de se estribar na lei, é preciso trabalhar para se garantir mudanças de mentalidades e a promoção de lideranças femininas.

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