O ministro da Saúde faz um balanço positivo da sua primeira missão internacional, destacando o reforço da cooperação entre Cabo Verde e os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Lúcio Fernandes destaca o potencial da Inteligência Artificial (IA) para melhorar os sistemas de saúde e reduzir as desigualdades no acesso aos cuidados.
De acordo com um comunicado do Governo, a deslocação do governante ficou marcada pela participação na Conferência Internacional “Advancing Artificial Intelligence for Health”, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com o Governo de Portugal, reunindo ministros da Saúde da CPLP e outras entidades internacionais.
À margem da conferência, o Lúcio Fernandes manteve encontros institucionais com a ministra da Saúde de Portugal, os ministros da Saúde dos restantes países lusófonos, o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Henri P. Kluge, o bastonário da Ordem dos Médicos de Portugal e a encarregada de Negócios da República de Cabo Verde em Portugal.
“Estes encontros permitiram aprofundar o diálogo sobre temas estratégicos como a formação médica especializada, a evacuação de doentes, o acesso aos medicamentos, a transformação digital da saúde e o fortalecimento da cooperação técnica e científica entre as instituições”, afirmou o ministro.
Durante a conferência, Lúcio Fernandes apresentou a visão de Cabo Verde para a transformação digital do setor da saúde, defendendo a Inteligência Artificial como uma ferramenta capaz de melhorar a qualidade dos cuidados, aumentar a eficiência dos serviços e promover maior equidade no acesso à assistência médica.
O ministro sublinhou, no entanto, que a adoção destas tecnologias deve ser acompanhada por investimentos na qualificação dos profissionais de saúde, no desenvolvimento de infraestruturas digitais, na proteção dos dados pessoais, na cibersegurança e na criação de um quadro legal e ético sólido.
No plano da cooperação internacional, propôs o reforço da colaboração entre os países da CPLP através da criação de um Fundo Lusófono para a Inovação em Saúde Digital, destinado a apoiar projetos conjuntos, promover a formação de profissionais, facilitar a transferência de conhecimento e incentivar o desenvolvimento de soluções tecnológicas adaptadas aos desafios comuns dos sistemas de saúde.
