Viatura retirada aos seguranças de Ulisses Correia e Silva sofreu acidente e foi enviada para reparação, esclarece o Governo

Em comunicado, o Governo salienta que, na sequência do acidente ocorrido no mês de maio, a Polícia Nacional e a seguradora não foram acionadas e sequer houve um boletim de ocorrência.

O Governo contrariou a informação ontem divulgada por Ulisses Correia e Silva no seu Facebook sobre a retirada da viatura utilizada pela equipa de proteção à sua pessoa, medida que, conforme o ex-Primeiro-ministro, aconteceu sem aviso prévio. Ao contrário do propalado na publicação, o Executivo esclarece que o veículo, um Toyota Land Cruiser, sofreu um acidente no passado mês de maio, só agora descoberto, pelo que foi recuperada e enviada para reparação na concessionária, mediante um orçamento de 437 contos. Adianta, em comunicado, que logo ontem, dia 4, foi disponibilizada aos seguranças do ex-Chefe do Governo um outro automóvel para garantir a prestação desse serviço, por determinação de Francisco Carvalho.  

“No processo de transição governativa, o atual Governo não recebeu qualquer informação sobre a ocorrência desse acidente nem sobre o estado em que se encontrava a referida viatura. O Governo tomou conhecimento da situação apenas posteriormente, através da concessionária, no âmbito da apresentação de um orçamento para a reparação do veículo. Foi através da matrícula que os serviços identificaram que se tratava da viatura afeta ao ex-Primeiro-ministro”, informa o Palácio da Várzea. Perante esse facto, prossegue, foi solicitada a entrega do carro ao Estado, exclusivamente para que pudesse ser avaliado, submetido aos procedimentos administrativos necessários e encaminhado para reparação.

No comunicado, o Governo salienta que, na sequência do acidente, a Polícia Nacional e a seguradora não foram acionadas e sequer houve um boletim de ocorrência. Estas omissões, acrescenta a nota, impediram que os procedimentos associados ao sinistro fossem regularmente desencadeados no momento em que ocorreu e obrigam agora os serviços competentes a proceder às necessárias verificações administrativas, incluindo a identificação do condutor. A mesma foi recebida pelos serviços do Estado no dia 3 de setembro e encaminhada para reparação, tendo o Governo disponibilizado aos seguranças um outro veículo logo no dia seguinte, segundo o citado comunicado.

O Executivo nega categoricamente ter retirado o veículo aos seguranças do ex-Primeiro-ministro por “razões políticas”. Aliás, diz lamentar que uma questão de natureza estritamente administrativa e patrimonial esteja a ser apresentada ao público como uma decisão de carácter político.

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