O Ministro do Mar, Jorge Maurício Santos, revelou que está a ser montado um projecto para a limpeza da baía do Porto Grande, uma das mais belas do mundo, dos barcos afundados, lamas e materiais sólidos que entraram no mar com a tempestade Erin. Anunciou igualmente o desassoreamento do caís da Enacol e a reposição da areia na praia da Cova d’ Inglesa que, à semelhança da Lajinha e Salamansa, também foi destruída pelas enxurradas.
Segundo Jorge Santos, está neste momento a ser montado um projeto para a limpeza da baía do Porto Grande, não só para a retirada dos objetos sólidos, mas também da lama e de algum material que entrou no mar na passagem da tempestade Erin pela ilha de São Vicente. “Serão retirados também, na sequência, algumas embarcações afundadas nesta baía, incluindo uma que está mesmo em frente ao Terminal de Cruzeiros. Serão necessários cerca de 40 mil contos apenas para desmantelar este navio.”
O ministro garantiu que também vão ser recuperadas as praias da Lajinha e de Salamansa. “Contratualizamos com ongs e associações, nomeadamente o grupo de caminheiro mais conhecido por “Grupo de VAV”, que se prontificou e apresentou ao nosso ministério um projecto de limpeza das praias, e nós o co-financiamos. E, neste momento, quem passar neste momento por norte Baía-Calhau, percebe que aquela praia foi recuperadas” garantiu Santos, para quem trata-se de um problema ambiental.
Vai se fazer também o desassoreamento da zona do Porto da Enacol até o Complexo de Pescas e, no processo, a areia recolhida será utilizada para compensar a praia da Cova de Inglesa. “Estamos neste momento a desassorear o Porto de Vale dos Cavaleiro, na Fogo, após concluir o desassoreamento na ilha do Maio. É objectivo do ministério durante todo este primeiro semestre continuar a recuperação de todas as praias da ilha de São Vicente, sempre com recurso e contratualizado com as ongs e associações.”
Para o efeito, o Ministério do Mar espera contar com parceria das instituições, sobretudo daquelas que apadrinha as praias da Cova de Inglesa, Lajinha, São Pedro, etc. “Todas estas praias têm padrinhos, instituições públicas e privadas que também têm feito um trabalho meritório a este nível. Por isso, posso garantir que é um trabalho que nós vamos dar a continuidade”, assegurou.
Jorge Santos garantiu, por outro lado, que estâ-se a a equacionar a proteção do Complexo de Pesca da Cova de Inglesa, do Centro Oceanografia e do Campus do Mar, infra-estruturas afectas a Direção Nacional de Pescas e que foram severamente afectadas pela tempestade. É um projecto que, segundo o governante, está a ser trabalhado em conjunto com o Ministério das Infraestruturas e concertação com a Câmara.
Trata-se, disse, de um projecto estruturante, em termos de defesa, para proteger toda aquela zona. “O que passamos com o Erin, que invadiu as infra-estruturas de pesca, nos desafia a montar este projecto. O IMAR, por exemplo, foi completamente invadido pela água. Tivemos que acionar o seguro do edifício, que já está sendo recuperado e reabilitado. É , por isso, uma infraestrutura que tem de ser pensada”.
A este junta-se ainda os projectos de recuperação da Cabnave e do Parque Industrial do Lazareto, por causa da tempestade Erin, concluiu Santos.
