EUA retiram Cabo Verde da lista de países sob observação por tráfico humano

Cabo Verde foi retirado da lista de países sob observação devido ao risco de tráfico de pessoas, após uma avaliação positiva dos esforços desenvolvidos pelo arquipélago no combate a este fenómeno. O país foi colocado no nível dois no Relatório sobre o Tráfico de Pessoas de 2026, divulgado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.

O relatório reconhece os “esforços significativos” de Cabo Verde na luta contra o tráfico humano, representando uma evolução na avaliação internacional das medidas adotadas pelas autoridades cabo-verdianas para prevenir este crime e proteger as vítimas.

Apesar desta melhoria, o Departamento de Estado norte-americano aponta fragilidades que continuam a preocupar. Entre as principais críticas, destaca-se a ausência de condenações de traficantes durante o período analisado, bem como a falta de informação sobre medidas destinadas a combater a eventual cumplicidade de agentes das autoridades.

O documento assinala ainda que os esforços para identificar e prestar assistência às vítimas de tráfico de pessoas continuam limitados, indicando que persistem desafios na resposta institucional ao fenómeno.

A classificação no nível dois traduz, assim, um reconhecimento dos progressos realizados, mas também evidencia a necessidade de reforçar a investigação criminal, a responsabilização dos autores e os mecanismos de identificação e apoio às vítimas.

Além de Cabo Verde, Angola, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste figuram igualmente no nível dois do relatório. São Tomé e Príncipe não consta da lista. Já o Brasil permanece na subcategoria de países “em observação”, com o relatório a mencionar que “as ações de aplicação da lei no combate ao tráfico humano permaneceram inadequadas”.

Esta avaliação coloca em evidência a importância de Cabo Verde consolidar os avanços, garantindo que o reconhecimento internacional seja acompanhado por medidas concretas e sustentadas de prevenção e combate ao tráfico de pessoas, conclui.

C/Agências de Notícias

 

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