Maduro chega aos EUA. Jornal New York Times relata 40 mortos em ataque

Número inclui civis e militares; ONU convocou reunião de emergência para 2ª feira

O presidente da Venezuela chegou aos Estados Unidos na noite de sábado, foi entregue às autoridades em Nova York, e passará por audiência de custódia na segunda-feira, informa o jornal New York Times, que revela ainda que um funcionário do alto escalão do Governo da Venezuela disse que o  ataque dos terá deixado 40 mortos, entre civis e militares.

De acordo com o jornal, o presidente Nicolás Maduro foi capturado em uma operação de grande porte do Exército dos EUA contra alvos dentro do território venezuelano, após semanas de pressão e ameaças por parte de Washington. Maduro, afirmou o presidente Donald Trump em entrevista coletiva, foi detido em um complexo presidencial sob proteção reforçada. Tentou se abrigar em um quarto seguro antes de ser detido. 

Maduro e a esposa Célia Flores foram levados primeiro de avião para os Estados Unidos e depois de helicóptero até a sede da DEA em Nova York e, posteriormente, para o Centro de Detenção Metropolitano no Brooklin. A denúncia apresentada pelo Departamento de Justiça afirma que Maduro, Flores e outras quatro pessoas são acusados de participação em uma conspiração para narcoterrorismo e para importar cocaína para os EUA, posse ilegal de metralhadoras e outros itens de destruição, e conspiração para obter metralhadoras e outros equipamentos de destruição.

Contra Maduro pesam ainda acusações apresentadas em 2020 em um tribunal de NI, que o apontavam como o líder de uma organização criminosa, o Cartel de los Soles. Estava na lista de procurados do governo dos EUA, e havia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à sua prisão.

Prédio atingido por míssel em Caracas

Entretanto, ao jornal New York Times, um integrante do governo venezuelano disse que 40 pessoas foram mortas na ação americana. Mas, oficialmente o governo reconhece apenas uma morte, a de uma mulher de 80 anos. Já o presidente Donald Trump declarou, depois da operação, que nenhum militar norte-americano morreu na missão. Mas ainda não há informações consolidadas sobre o número total de feridos nem sobre a extensão dos danos causados pelo ataque em todo o país. Também não foram informadas quais instalações militares foram atingidas, além das áreas civis afetadas.

A operação foi realizada na madrugada de sábado, 3 de janeiro. Houve também ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeiros, que neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos.

Sair da versão mobile