O governo do Irão e a imprensa local confirmaram a morte do aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, no sábado, durante os bombardeios coordenados pelos EUA e Israel, confirmando as informações que tinham sido anunciadas anteriormente pelo presidente Donald Trump e pelo Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Khamenei comandou o país por quase quatro décadas.
A morte do líder supremo do Irão foi primeiro confirmada pela agência estatal Fars em seu perfil no Telegram. “O líder supremo da Revolução foi martirizado”, diz a publicação. Já o gabinete do governo, cujo presidente é Masoud Pezeshkian, declarou 40 dias de luto e sete dias de feriado geral.
“É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência o aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio”, diz nota.
O texto classifica o episódio como um “crime” e diz que “marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo”. “O sangue puro deste descendente do profeta fluirá como uma fonte impetuosa e erradicará a opressão e o crime americano-sionista. Desta vez, com toda a força e firmeza, e com o apoio da nação islâmica e dos homens livres do mundo, faremos com que os autores e mandantes deste grande crime se arrependam”, reforçou.
Segundo a agência estatal, Khamenei foi morto em seu local de trabalho. “Os meios de comunicação ligados ao regime sionista e à reação regional alegaram repetidamente que, por medo de assassinato, o líder da Revolução vivia em um local seguro e escondido. Seu martírio em seu local de trabalho provou, mais uma vez, a falsidade dessas alegações e da guerra psicológica do inimigo”, acrescenta a nota.
A agência também compartilhou o comunicado das Guardas Revolucionárias, que lamentaram a morte. “O Corpo da Guarda da Revolução Islâmica, as Forças Armadas da República Islâmica e o vasto Basij (milícia popular) continuarão poderosamente o caminho de seu guia para defender o legado do líder supremo”.
Os Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irão, no início da manhã de sábado. Explosões foram registradas na capital e em outras quatro cidades. Em resposta, o Irão disparou mísseis contra Israel e atacou as bases americanas no Oriente Médio.
O presidente dos EUA, Donald Trump, justificou o ataque dizendo que o objetivo é destruir o programa nuclear iraniano e proteger o povo americano de ameaças. “Garantiremos que os representantes terroristas do regime não possam mais desestabilizar a região ou o mundo, e que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Este regime aprenderá em breve que ninguém deve desafiar a força e o poder das forças armadas dos Estados Unidos”, disse Trump em um vídeo divulgado nas redes sociais.
Trump incentivou ainda a população iraniana a pressionar pela queda do regime dos aiatolás e instou militares a se renderem ou irão “enfrentar a morte certa”. A operação ocorre após semanas de negociações entre os EUA e o Irã na tentativa de fechar um acordo que limite ou encerre o programa nuclear iraniano.
C/Agências de Notícias
