Guiné-Bissau confirma primeiro caso de mpox e reforça vigilância sanitária

A Guiné-Bissau registou o seu primeiro caso da varíola do macaco, também conhecido por doença de mpox, informou o Ministro da Saúde Pública, Quinhin Na Ntote. A infecção foi detectada em uma mulher de 27 anos, em Bissau. 

Numa declaração à nação, o governante explicou que a paciente deu entrada nos serviços de saúde a 24 de junho e que, após a realização de exames laboratoriais, foi confirmado o diagnóstico de mpox. Para eliminar dúvidas, disse, as amostras recolhidas do paciente foram enviadas a Dacar, no Senegal, e o Instituto Pasteur local voltou a confirmar a infecção com esta doença. 

Na sequência, prossegue Quinhin Na Ntote, as autoridades sanitárias identificaram todas as pessoas que estiveram em contacto com a doente e reforçaram a vigilância epidemiológica em todo o território, com especial atenção às fronteiras, como medida para prevenir a propagação da doença. Este indicou ainda que a paciente está nos cuidados intensivos no Hospital Simão Mendes em Bissau.

O ministro da Saúde Pública apelou à população para adotar medidas de prevenção, nomeadamente a lavagem frequente das mãos, e evitar o contacto com pessoas que apresentem febre, erupções cutâneas ou outros sintomas compatíveis com a doença.

O mpox voltou a suscitar preocupação internacional após o surgimento de uma nova variante, considerada mais transmissível e potencialmente mais grave do que a que esteve na origem do surto de 2022. Em agosto de 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto da doença na África uma emergência de saúde pública de interesse internacional.

Foto: Ilustração

C/ Agências

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