O governo de Donald Trump, através do escritório do Representante Comercial, informou na noite de quinta-feira, 12, que iniciou investigações sobre práticas comerciais desleais contra 60 países, incluindo a União Europeia, a China, o Reino Unido, o Brasil e Angola. A investigação, diz, visa entender se estes países falharam em tomar medidas contra o trabalho forçado.
A investigação é justificada com base na Seção 301, instrumento da Lei de Comércio Americana, que permite ao governo dos EUA agir quando identifica ações que prejudicam o comércio americano. “Essas investigações determinarão se governos estrangeiros tomaram medidas para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e como a falha em erradicar essas práticas abomináveis impacta os trabalhadores e as empresas dos EUA”, disse o Representante Comercial, Jamieson Greer.
“Apesar do consenso internacional contra o trabalho forçado, os governos não conseguiram impor e aplicar efetivamente medidas que proíbam a entrada em seus mercados de produtos fabricados com trabalho forçado. Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com o flagelo do trabalho forçado”, reforçou Greer.
Este responsável disse que espera concluir as investigações da Seção 301, incluindo as soluções propostas, antes que as novas tarifas temporárias impostas por Trump no final de fevereiro expiram em julho. Depois que a Suprema Corte derrubou as tarifas globais de Trump como ilegais sob uma lei de emergências nacionais em 20 de fevereiro, o presidente impôs uma tarifa de 10% por 150 dias sob a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974.
Também citada na lista, a China já criticou a medida e disse que o país se reserva o direito de tomar todas as medidas necessárias e defender seus direitos e interesses legítimos. O Ministério do Comércio da China afirmou que os EUA não têm o direito de determinar “unilateralmente” se um parceiro comercial tem “excesso de capacidade” e tomar medidas restritivas unilaterais.
Confira a lista completa dos países investigados:
1. Argélia
2. Angola
3. Argentina
4. Austrália
5. Bahamas
6. Bahrein
7. Bangladesh
8. Brasil
9. Camboja
10. Canadá
11. Chile
12. China, República Popular da China
13. Colômbia
14. Costa Rica
15. República Dominicana
16. Equador
17. Egito
18. El Salvador
19. União Europeia
20. Guatemala
21. Guiana
22. Honduras
23. Hong Kong, China
24. Índia
25. Indonésia
26. Iraque
27. Israel
28. Japão
29. Jordânia
30. Cazaquistão
31. Kuwait
32. Líbia
33. Malásia
34. México
35. Marrocos
36. Nova Zelândia
37. Nicarágua
38. Nigéria
39. Noruega
40. Omã
41. Paquistão
42. Peru
43. Filipinas
44. Catar
45. Rússia
46. Arábia Saudita
47. Singapura
48. África do Sul
49. Coreia do Sul
50. Sri Lanka
51. Suíça
52. Taiwan
53. Tailândia
54. Trinidad e Tobago
55. Turquia
56. Emirados Árabes Unidos
57. Reino Unido
58. Uruguai
59. Venezuela
60. Vietnã
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