A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reconheceu o direito dos Estados de combater o crime internacional e evitou condenar o ataque norte-americano à Venezuela. Já a União Africana (UA) pediu respeito pelo direito internacional mas não condena o ataque, reafirmando que os problemas do país devem ser resolvidos internamente.
A posição da CEDEAO foi expressa em comunicado de imprensa, onde opta apenas por apelar ao respeito pela soberania e integridade territorial da Venezuela, tal como consagrado no direito internacional, especialmente na Carta das Nações Unidas. A comunidade, construída por 12 membros, disse ainda que apoia a declaração da União Africana que pediu moderação e diálogo inclusivo com a Venezuela.
Vários países africanos rejeitaram, entretanto, as ações de Washington e alguns expressaram solidariedade a Caracas, caso de Angola. “A União Africana reafirma o firme compromisso com os princípios fundamentais do direito internacional, em particular o respeito pela soberania dos Estados, a sua integridade territorial e o direito dos povos à autodeterminação, tal como consagrados na Carta das Nações Unidas”, indicou.
Destacou, porém, importância do diálogo, da resolução pacífica dos litígios e do respeito pelos quadros constitucionais e institucionais num quadro de cooperação e coexistência pacífica entre as nações. “Os desafios internos que a Venezuela enfrenta só podem ser abordados de forma sustentável através de um diálogo político inclusivo entre os próprios venezuelanos”, acrescentou.
A União Africana apelou às partes para atuarem com moderação, responsabilidade e respeito pelo direito internacional, a fim de evitar qualquer escalada e preservar a paz e a estabilidade regionais. O Governo da África do Sul foi, no entanto, contundente na sua reação ao ataque dos Estados Unidos, realçando, em comunicado, que estes acontecimentos minam a estabilidade da ordem internacional e o princípio da igualdade entre as nações.
