Mais de meio século após a última missão tripulada à lua, Artemis II partiu da Flórida com quatro astronautas, numa viagem de 10 dias que irá orbitar a Lua e marcar uma nova etapa na exploração espacial. A missão Artemis II arrancou do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, com o lançamento do foguetão Space Launch System (SLS), que transportava a nave Orion.e Orion.
Segundo informações avançadas pela imprensa internacional, a descolagem ocorreu às 18h35 locais (21h35 em Cabo Verde), assinalando o regresso de humanos às proximidades da Lua, 53 anos depois. A bordo seguem quatro astronautas – O Comandante Reid Wiseman, 50 anos, o piloto Victor Glover, 49 anos, e os especialistas da missão Christina Kock e Jeremy Hansen – naquela que é a primeira missão tripulada do programa Artemis e a primeira viagem humana ao redor do satélite natural da Terra desde Apollo.
A missão terá uma duração prevista de 10 dias, durante os quais a cápsula Orion irá realizar uma órbita lunar antes de regressar à Terra, escrevem, indicando que este lançamento representa um marco para a NASA e para a exploração espacial internacional, sendo visto como o início de uma nova fase de missões tripuladas além da órbita terrestre. A Artemis II, acrescentam, é também um passo preparatório para futuras missões que visam o regresso de astronautas à superfície lunar.
Após a missão no Artemis I, em 2022, o programa Artemis II funcionará como um voo de teste às capacidades necessárias para levar a cabo missões no espaço. O propósito é avaliar como estas viagens espaciais de longa duração influenciam o corpo, a mente e o comportamento humanos. A tripulação e cientistas na Terra vão, em conjunto, desenvolver investigações científicas que servirão de base para futuras missões tripuladas, nomeadamente a Marte.
Durante três horas, a bordo da cápsula Orion, os astronautas irão também observar o lado oculto da Lua e analisar formações geológicas, baseando-se numa extensa formação em geologia que receberam para esta missão, não só em contexto de sala de aula, mas também em locais na Terra semelhantes à Lua. A bordo seguirão ainda pequenos satélites de agências espaciais da Alemanha, Coreia do Sul, Arábia Saudita e Argentina (os CubeSats), com objetivos distintos da missão principal da NASA. Além dos CubeSats, o Centro Aeroespacial Alemão (DLR) irá realizar investigação sobre radiação.
O último voo tripulado à Lua foi a missão Apollo 17, lançada em dezembro de 1972, que incluiu uma alunagem.
