CVT nega benefício com o aval de 37 milhões de euros do Estado para modernizar infraestruturas de telecomunicações

A CV Telecom negou hoje que estará a tirar benefício do aval de 37 milhões de euros concedido pelo Estado para um empréstimo bancário, no quadro do projecto de modernização das infraestruturas de telecomunicações em Cabo Verde. Numa reação indirecta a um comunicado da concorrente Unitel Tmais, a CVT assegurou que nunca recebeu qualquer subsídio ou financiamento do Estado de C. Verde e que as relações entre as partes, além das estritamente comerciais, limitam-se ao cumprimento das obrigações estabelecidas no Contrato de Concessão. Um acordo que, enfatiza, obriga a investimentos que devem ser assumidos e realizados exclusivamente com os seus próprios recursos.

Neste sentido, prossegue, por iniciativa própria, no âmbito da sua estratégia de investimento, encetou negociações directamente com o Banco Europeu de Investimento e apresentou um pacote global de financiamento em cerca de 80 milhões de euros, destinado à modernização das infraestruturas de telecomunicações no arquipélago.

“Da avaliação feita pelo Banco, considerou-se elegível um conjunto de projetos estimado em 74

milhões de euros, dos quais o BEI se disponibilizou a financiar 50%. Durante as negociações, o

Banco sugeriu à Empresa, querendo, a apresentação de um avalista. A CVTelecom, em alinhamento com a sugestão do BEI, e considerando a importância estratégica dos projetos para o desenvolvimento de Cabo Verde, interagiu com o Governo, no sentido de saber da sua disponibilidade em ser avalista da Empresa”, esclarece a CVT. Ciente da importância dos projetos para o desenvolvimento do país, o Governo, conforme a CVT, disponibilizou-se a conceder uma garantia, na condição de que o Estado não suportará qualquer custo.

Segundo a operadora, a decisão dos investimentos, para além dos critérios de rentabilidade e

sustentabilidade, alinha-se com os objetivos e a ambição de Cabo Verde, concorrendo para a melhoria

da competitividade global da economia cabo-verdiana. “Convém salientar que investimentos de tal envergadura, com vista a dotar o país de infraestruturas de telecomunicações, implicam um esforço financeiro significativo, obrigando a empresa a recorrer ao crédito bancário”, salienta a CV Telecom.

Importa referir, diz a empresa, que o funcionamento do mercado das comunicações eletrónicas tem suporte nas decisões e medidas regulatórias, as quais nem sempre se alinham com a estratégia da

CVTelecom, mas que, diz, têm garantido o equilíbrio, o regular funcionamento e o desenvolvimento

do setor.

Esta é a terceira vez que a CVTelecom recorre a financiamento no mercado internacional, apresentando sempre um avalista, que, segundo a instituição, nem sempre tem sido o Estado.

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