Estreia da peça “Revolução Leopoldina” – 3. parte da Trilogia Mindelense – aguardada com “frenesim” em S. Vicente  

Está agendada para novembro a estreia da peça “Revolução Leopoldina”, terceira parte da “Trilogia Mindelense”, dramaturgia de Rocca Vera Cruz e encenação de João Branco. A expectativa é de que esta derradeira criação da tríade, que foi um estrondoso sucesso e mobilizou a cidade do Mindelo de forma jamais vista, venha a realizar pelo menos 15 apresentações. Vai, deste modo, superar “Crónicas do Mindelo” (com sete sessões) e “A Cidade do Café” (10 apresentações), todas com casa cheia. 

O anúncio foi feito por Rocca Vera Cruz em uma publicação nas suas redes sociais, num dia simbólico, Dia Internacional da Mulher, e as reações não se fizeram esperar, com muitas pessoas a expressarem expectativa e desejos de sucesso. Ao Mindelinsite, o autor explica que, desde o início, a ideia era criar três peças teatrais distintas, com um intervalo de quatro anos. A primeira, intitulada “Crónicas do Mindelo” (2008), foi considerada um retumbante sucesso; seguiu-se “A Cidade do Café”, em 2022, que elevou ainda mais o nível e, agora, chegou a vez de “Revolução Leopoldina”, que já está a despertar o interesse do público. 

“Está tudo a correr dentro do planeado. Desde o início que eu e o João Branco decidimos que os espetáculos seriam de quatro em quatro anos. E a sensação de fechar a trilogia é muito boa. Todos nós estamos conscientes do feito das duas peças e pensamos que iremos ter ainda mais sucesso com esta terceira”, afirmou este dramaturgo, que se diz consciente da enorme expectativa criada e, em consequência, uma enorme responsabilidade para ele e o colega João Branco. 

“Superar o que foi ‘Crónicas do Mindelo’ e ‘A Cidade do Café’ não será fácil. Tivemos sete sessões com o primeiro espetáculo e 10 com o segundo, todos com sala cheia. Agora vamos ser mais ambiciosos. Pensamos fazer 15 sessões”. Para isso, vão manter o elenco que conquistou o público ao retratar “sem dó nem piedade, os ‘podres’ da sociedade local, com muito humor à mistura.”

Questionado sobre as novidades que “Revolução Leopoldina” vai trazer, este optou por manter o segredo. Limita-se a dizer que, nesta continuação, as personagens femininas vão tomar as rédeas da sociedade como única solução para voltar a colocar a cidade do Mindelo nos eixos, rumo a um desenvolvimento imparável, construído no feminino. Ao protagonista macho – e machista – das duas peças anteriores, Ney, não resta outra alternativa do que se exilar em Santa Luzia para escrever as suas memórias póstumas.

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