Está disponível a partir de hoje, 13 de abril, em todas as plataformas digitais o terceiro álbum discográfico denominado “Lágrimas”, da cantora mindelense Cremilda Medina. Trata-se de um disco exclusivamente de mornas, com 13 faixas.
Este lançamento foi antecedido pela apresentação em dezembro do ano passado do single “Amizade” e representa uma viagem às raízes, à memória e ao universo interior desta cantora, segundo um comunicado de imprensa. Nasce de um um trabalho de pesquisa que se iniciou em 2022, no âmbito de uma candidatura a um edital do Ministério da Cultura e Indústrias Criativas de Cabo Verde para a edição de dois singles.
Mas, devido à vasta pesquisa e obras que foram sendo recolhidas, a cantora decidiu editar um álbum composto por 13 canções, mornas, um projeto de carácter profundamente emotivo e de maior conexão com as raízes da morna e de Cabo Verde. “Cremilda Medina simboliza uma das mais conceituadas vozes da nova geração, que há mais de uma década prossegue a missão de resgate, salvaguarda e promoção da música tradicional cabo-verdiana”, descreve a nota remetida ao Mindelinsite.
Diz a mesma fonte, este trabalho reafirma o desejo e o compromisso da artista em continuar a divulgar a essência da morna ao mundo, numa busca incessante por conhecer este universo afetivo e de dar voz a composições muitas vezes já caídas no esquecimento, que exteriorizam a alma do povo cabo-verdiano.
Para este projeto, Cremilda convidou Palinh Vieira para ser o produtor, cuja sensibilidade e experiência conferem ao álbum uma profundidade sonora renovada, mantendo a autenticidade que sempre caracterizou a artista. Ainda: Armando Tito e Kaku Alves, dois nomes que se destacam pela preservação das sonoridades da música tradicional e clássica, enriquecendo o álbum com os seus acordes e bordões mais profundos e genuínos.
“Sendo um disco exclusivamente de mornas, traz um leque de excelência de compositores como Constantino Cardoso, B. Leza, Malaquias Costa e João Freitas, Fausta d′ Dada e Frank Amador, Morgadinho, Olavo Bilac, Lela de Maninha, Luís Lima e Toy Vieira, Manuel d’Novas, entre outros”, detalhou, pontuando ainda as participações de Ana Firmino, Maria Alice e Nancy Vieira, que, em duetos intimistas, compartilham o mesmo sentimento nostálgico tão peculiar da morna.
Defende a mesma fonte que este terceiro álbum, não é apenas mais um conjunto de músicas, mas um tributo à história, às emoções e à herança cultural de Cabo Verde, que Cremilda carrega consigo e à qual pretende dar continuidade enquanto artista cabo-verdiana.
“Lágrima”, acrescenta, é um disco de estúdio que convida o público a entrar uma vez mais no mundo de Cremilda Medina e a deixar-se embalar numa viagem sensível, que honra a memória e a tradição, e explora sonoridades que apontam para o futuro da música tradicional e clássica cabo-verdiana.
